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Série O exercício muito além das academias No 6º dia da série, veja como a atividade melhora sua saúde. Amanhã, começamos a discutir os hábitos destrutivos que independem de dieta e prática física, como fumo e alcoolismo

Por: Alana Rizzo

Publicado em: 30/01/2015 18:37 Atualizado em:

Pela saúde, Thiago mudou de vida e de endereço. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
Pela saúde, Thiago mudou de vida e de endereço. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
A prática de atividades físicas é a peça que se encaixa na alimentação saudável para formar o quebra-cabeça da qualidade de vida. Tornar o corpo ativo afasta o fantasma das doenças crônicas não transmissíveis e não significa, necessariamente, entrar em uma academia ou praticar esportes competitivos. Pernambuco, por exemplo, é proporcionalmente o estado brasileiro com maior população ativa no deslocamento para destinos habituais - trabalho ou faculdade.

“Muitas pessoas optam por longas caminhadas ou ir de bicicleta ao trabalho para evitar o trânsito ou a ineficiência do transporte público”, lembra o diretor do Núcleo de Educação Física e Desporto da Universidade Federal de Pernambuco Pedro Paes. O “transtorno” acaba involuntariamente “obrigando” muita gente a ser “ativa”.

Depois de perder três horas diárias no trânsito, dentro de um ônibus, o engenheiro de software Thiago Miotto, 21 anos, decidiu se mudar do bairro de Casa Amarela para a Várzea, ambos no Recife. Agora, a 3km da empresa, vai ao trabalho a pé ou de bicicleta. “Ficava cansado e sonolento. Hoje me sinto disposto e perdi uns três quilos”, conta.

Evitar o sedentarismo significa gastar energia, estimular os músculos e o sistema cardiovascular com uma soma semanal recomendada que varia de duas horas a duas horas e meia de atividades. Assim, evita-se sobrepeso, hipertensão, diabetes ou osteoporose e, junto à alimentação saudável, torna-se viável a longevidade.

No entanto, apenas três em cada cinco pernambucanos são considerados “suficientemente ativos”. E não bastam o futebol ou pedalada do fim de semana, cujos praticantes formam o grupo de “sedentários ativos” - que submetem o corpo a altas cargas de esforço em apenas um dia da semana, enquanto o organismo precisa de práticas regulares.

Na busca por se manter “ativo”, vale tudo, inclusive exercícios domésticos. Mesmo com a crescente automatização de atividades caseiras, as novas leis de proteção aos trabalhadores domésticos (que forçou muita gente a dar conta das tarefas do lar) e o empoderamento feminino, as mulheres ainda são quatro vezes mais ativas dentro de casa que os homens no estado. Eles, no entanto, são maioria na prática sistemática de esportes por longos períodos diários.

No fim das contas, pode-se buscar saúde desde lavando os pratos em vez de usar o lava-louças até ao estacionar dois quarteirões longe da empresa e caminhar o resto do percurso. A questão é: quanto antes começar, mais positivo o saldo a longo prazo.

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