Passados 25 anos do acidente radiológico de Goiânia, Odesson Alves Pereira, uma das vítimas, tornou-se ativista contra a energia nuclear e em favor de melhor assistência para quem sofreu com a irradiação do Césio 137. O Centro de Assistência aos Radioacidentados (Cara) possui um cadastro de 1.015 pessoas que tiveram contato com a radiação. Abaixo, pontos da entrevista concedida por Odesson ao blog.
REJEITO – Antes do acidente, eu era motorista de ônibus. Depois do acidente, irradiei minha mulher, meus filhos e minha casa. Tudo que eu tocava não virava ouro, mas rejeito radioativo. A foto do meu primeiro bebê virou lixo. A gravata do meu casamento virou rejeito.
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