Transporte aéreo GDF assina acordo com TAP e Brasília entra na rota de cidades "stopover"

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 14/03/2019 12:35 Atualizado em:

Foto: Ana Viriato/CB/D.A press
Foto: Ana Viriato/CB/D.A press
LISBOA - A capital federal deve tornar-se, em um mês, uma cidade stopover. O governador Ibaneis Rocha (MDB) e o presidente da TAP Air Portugal, Antonoaldo Neves, assinaram, nesta quinta-feira (14), um protocolo de intenções para colocar Brasília na rota dos destinos brasileiros que contarão com o modelo — entrarão na lista, ainda, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Conforme o acerto, passageiros que viajarem de Lisboa para o Brasil, com conexão em solo candango, poderão permanecer na cidade por um período de dois a cinco dias, sem custos extras na passagem. 

Inspirada no formato de stopover implementado pela TAP em Lisboa, a investida deve atrair 20 mil turistas à capital no primeiro ano de funcionamento, segundo Ibaneis Rocha. “Para nós, isso é muito importante. São pessoas com boa condição econômica, que movimentarão o mercado”, assinalou o chefe do Palácio do Buriti. 

Para receber os visitantes, Ibaneis reconhece que serão necessárias melhorias no sistema de transporte da capital, além da reabertura de monumentos icônicos, como o Teatro Nacional. Destacou, entretanto, que há empenho do GDF para fazê-lo. 

Além do Planalto Central, os passageiros que optarem por passar a mini-temporada na capital poderão conhecer cidades do Entorno, como Pirenópolis, ponto forte de turismo ecológico da região. O GDF pretende, ainda, articular parcerias para garantir descontos aos visitantes na rede hoteleira, em agências de passeios e em restaurantes, por exemplo. 

O modelo prevê que a TAP realize a ponte aérea entre Lisboa e Brasília. Após o stopover, empresas parceiras — Avianca, Azul ou Gol — levarão o passageiro ao destino final. 

O anúncio oficial da medida deve ocorrer na Feira Internacional de Lisboa, nesta tarde. O governador chegou à capital portuguesa pela manhã, acompanhado da chefe de gabinete, Kaline Gonzaga, e do secretário de Ciência e Tecnologia, Gilvan Máximo. 

Há tratativas no sentido de envolver todo o Centro-Oeste na parceria. “Vamos ampliar para toda a região. Não há voos diretos entre Lisboa e Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás”, indicou Ibaneis Rocha, que adiantou que conversará com os governadores dos estados sobre o tema. 
Aeroporto de Brasília
 
O Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitscheck também integra as negociações. O diretor de assuntos corporativos da Inframerica, Rogério Teixeira Coimbra, explica que a instituição detém, há algum tempo, parceria com a Secretaria de Turismo, por meio da cessão de espaço para o funcionamento do Centro de Atendimento ao Turismo (CAT). As tratativas, entretanto, tendem a crescer. “Também temos conversado sobre divulgar o destino Brasília em outros aeroportos do grupo: há 52 unidades espalhadas por sete países”, observou. 

Coimbra destacou que o fluxo de passageiros estrangeiros no aeroporto cresceu em 6% no último ano, quando 18 milhões de pessoas passaram pela unidade aeroportuária. Com o convênio, a expectativa é de que o número seja incrementado se forma gradual. “Não basta apenas o stopover. Junto, estão medidas de promoção do destino, de pacotes e das atrações turísticas.Isso começa devagar e ganha corpo. Mesmo porque o turismo tem a promoção de boca a boca”, sublinhou. 

O diretor do Aeroporto de Brasília disse que o local recebeu melhorias significativas para se preparar para o aumento da demanda. “Houve investimento no novo desembarque internacional, no novo Duty Free. Hoje, estamos com maior capacidade nos elos de Polícia Federal e da Receita Federal para processar cinco vôos simultâneos”, disse.
 
Presidente da TAP, Antonoaldo Neves afirmou que a empresa é “a mais brasileira das companhias aéreas internacionais”. “Acreditamos que replicar o nosso bem sucedido programa Stopover no Brasil em diversas capitais, e especialmente em Brasília, pode contribuir imensamente para o fomento do turismo internacional para o país”.


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