Brasília Marielle Franco pode ser homenageada com nome de praça no Plano Piloto

Por: Ingrid Soares - Correio Braziliense

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 01/03/2019 19:02 Atualizado em:

Foto: Alexandre A Bastos/ Mandato Fábio Felix
Foto: Alexandre A Bastos/ Mandato Fábio Felix
A vereadora Marielle Franco, morta com o motorista Anderson no Rio de Janeiro há quase um ano, poderá dar nome a uma praça de Brasília. O Projeto de Lei nº 167, de 2019, é do deputado distrital e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, Fábio Felix (Psol). 

Para que a iniciativa tenha respaldo popular, será realizada uma audiência pública que colocará a proposta em debate. O espaço escolhido está localizado em frente à estação de metrô Galeria dos Estados, no Plano Piloto. Após a audiência, para virar lei, o projeto precisa passar por comissões e depois ser votado no Plenário.

O debate ocorre em 1º de abril, às 10h, na Sala de Comissões da CLDF. Segundo o deputado, a ideia surgiu pela relevância de Marielle, que dedicou a vida a defender os direitos humanos.
 
“Nesse momento tão difícil, é importante reforçar o nome dela. O Brasil é um dos países mais inseguros para defensores. Manter a memória dela é fundamental. Escolhemos a Galeria porque é um lugar de visibilidade, que tem grande trânsito de pessoas. É o lugar ideal para apresentar a importância da defesa dos direitos humanos e o nome dela é simbólico, já que ela foi executada por defender essas causas. Vai  completar um ano do crime e até agora ninguém foi preso”, ressaltou Félix.

Ele ressaltou ainda que, em 14 de março, haverá mobilizações nacionais e internacionais cobrando respostas acerca da investigação das mortes. Na data, haverá a distribuição de 365 placas de rua alusivas ao local onde Marielle e Anderson foram assassinados.

O crime
Na noite de 14 de março, Marielle Franco participava de uma reunião de jovens negras no Rio de Janeiro. Ao sair do local em um veículo, foi morta com quatro tiros na cabeça no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro. A vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. O motorista recebeu três tiros nas costas e também morreu. A assessora, que também estava no banco de trás do veículo, sobreviveu.



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