Carnaval Musa de escola de samba é impedida de desfilar por conta de tatuagem de Bolsonaro

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 26/02/2019 15:47 Atualizado em: 26/02/2019 16:51

Erika Canela foi impedida de desfilar no carnaval paulista deste ano por tatuagem de Bolsonaro. No desenho, o presidente está fazendo o seu característico sinal de armas com as mãos. Fotos: Reprodução/ Instagram
Erika Canela foi impedida de desfilar no carnaval paulista deste ano por tatuagem de Bolsonaro. No desenho, o presidente está fazendo o seu característico sinal de armas com as mãos. Fotos: Reprodução/ Instagram
A musa da escola de samba paulista Unidos de Vila Maria, Erika Canela, afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha nesta terça-feira (26), ter sido impedida de desfilar no carnaval deste ano por conta de uma tatuagem de Jair Bolsonaro. No desenho, o Presidente da República está fazendo o seu característico sinal de armas com as mãos. 

Segundo a passista de 26 anos, a decisão ocorreu por meio de uma recomendação após a repercussão sobre o desenho alusivo ao presidente. "Acabei dando uma entrevista que a minha tatuagem estaria à mostra e repercutiu muito. A liga postou no Facebook e deu muita repercussão negativa, muita gente começou a me xingar, muitos atos de intolerância", disse. "Pelo que eu sei, foi por conta das mensagens negativas, pessoas falando que a escola tinha que ser rebaixada, e a liga foi procurar saber sobre isso, me posicionando a não estar desfilando no carnaval", relatou.

"A escola entrou em contato comigo e falou que seria melhor assim (não desfilar), que tinha medo até de linchamento, que as pessoas estavam raivosas. Eles (Unidos de Vila Maria) têm um carinho enorme por mim. E eu, por respeitar a escola, eu nem dei entrevistas, nem nada", explicou. De acordo com Erika, ela foi comunicada pela direção da escola no dia 15 deste mês, data também do último contato dela com a agremiação.

Apoio a Bolsonaro
Erika afirmou apoiar Bolsonaro antes mesmo da tatuagem, já na época da campanha presidencial. Além disso, relatou que as manifestações em prol do presidente surgiram por conta das duras posições que ele tem em relação à impunidade no país. "O Brasil hoje não tem lei, hoje está impune. As pessoas vão lá, matam, estupram e nada é feito, daqui a pouco estão na rua. Na verdade, foi por conta disso, da impunidade. Votei nele porque esse é o maior legado dele, de estar acabando com essa impunidade".  


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