Vaquinha Itamaraty não deverá pagar traslado de corpo de mulher morta em Londres para o Brasil

Por: Estado de Minas

Publicado em: 14/02/2019 21:26 Atualizado em:

Foto: Arquivo Pessoal (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal
O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quinta-feira que está acompanhando o caso da brasileira Aliny Dias Mendes Godinho, de 39 anos, mineira de Montes Claros (Norte de Minas), que foi assassinada no subúrbio de Londres  sexta-feira passada. Além do traslado do corpo, a família da vítima busca ajuda para resolver a situação dos quatro filhos pequenos deixados por ela.

Como autor do homicídio  foi apontado o ex-marido de Aliny, Ricardo Godinho, de 41, que também é brasileiro e está preso em Guidford, a 43 quilômetros de Londres. Com ele, foi apreendida a faca usada no crime. Godinho já prestou depoimento à justiça da Inglaterra. A polícia londrina informou que que vai comparecer ao Tribunal de Guidford em 15 de março “para uma audiência de pré-julgamento”. 

De acordo com a polícia, Aliny foi atacada a facadas quando estava a caminho da escola de seus filhos em uma estrada em Cheam, na região metropolitana de Londres. No momento do crime, ela estava com uma das crianças no colo.

A brasileira era mãe de quatro filhos e estava separada. Ela se deslocava para buscar três filhos na escola no momento do crime. De acordo com as investigações, quando passava por uma estrada, em um local considerado tranquilo pelas autoridades, o assassino saiu do banco do passageiro de uma caminhonete e atacou a brasileira. Ele gritou Aliny pelo nome antes de esfaqueá-la. O motivo do crime ainda é apurado.  

Aliny nasceu em Montes Claros e vivia na Inglaterra há vários anos. Atualmente, os pais dela mora em Janaúba (também no Norte de Minas). Sem recursos, a família recorreu a uma “vaquinha” na internet para angariar recursos para o traslado do corpo para o Brasil.

Por outro lado, um advogado parente de Aliny revelou ao Estado de Minas que a família também tenta resolver o destino  dos quatro pequenos da brasileira. Elas estariam em um abrigo na Inglaterra e a saída delas do país ficou mais difícil porque o ex-marido e suspeito do homicídio teria picotado os passaportes  das quatro crianças. Um irmão de Aliny seguiu para Londres tentar resolver a situação junto às autoridades inglesas.A família busca também o auxílio do governo brasileiro. 

Procurado pelo Estado de Minas, nesta quinta-feira, o Itamaraty informou que “o Consulado do Brasil em Londres acompanha o caso da nacional Aliny Dias Mendes Godinho e mantém contato com seus familiares, prestando a assistência consular cabível”. Por outro lado, por meio de sua assessoria de comunicação, o órgão alegou que, “em respeito à privacidade dos envolvidos, esta assessoria não pode fornecer informações pessoais sobre o caso”. 

Quanto ao  traslado do corpo, o Ministério das Relações Exteriores informou que “não há previsão legal para o pagamento desse procedimento pelo Governo Federal”. Alegou ainda que “quando um cidadão brasileiro morre no exterior e sua família opta por trazer seus restos mortais ao Brasil, os Consulados brasileiros sempre procuram apoiar, mediante expedição de documentos (atestado de óbito, por exemplo), orientação à família e, eventualmente, contato com autoridades locais para tentar agilizar trâmites”.


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