brumadinho Vídeo mostra lama de barragem invadindo pátio da Vale; funcionários tentam fugir

Por: Estado de Minas

Publicado em: 01/02/2019 11:36 Atualizado em: 01/02/2019 11:39

Imagens exibidas pela Band nesta sexta foram registradas no alto de um guindaste na área de mineração da Vale. Lama cercou a área por todos os lados. Foto: Reprodução da internet/Youtube/Band Jornalismo
Imagens exibidas pela Band nesta sexta foram registradas no alto de um guindaste na área de mineração da Vale. Lama cercou a área por todos os lados. Foto: Reprodução da internet/Youtube/Band Jornalismo

Após uma semana do rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, imagens impressionantes da destruição continuam surgindo na internet. Nesta sexta-feira, foi publicado um vídeo que mostra o momento em que a lama atinge a área da mineração da Vale enquanto as pessoas tentavam fugir. 

O vídeo foi obtido com exclusividade pelo jornalismo da TV Band e exibido hoje. As imagens foram capturadas por uma câmera fixa no alto de um guindaste. Na tarde de 25 de janeiro, quando a lama se aproximava, pessoas ainda tentaram sair da área atingida em um carro e uma caminhonete, mas os veículos desaparecem com a passagem da lama. 

As imagens mostram que a onda de rejeitos cercou a área por todos os lados. Um trem que aparece parado à direita começa a se movimentar, mas logo é atingido. Ao fundo, é possível ver um dos vagões sendo erguido pela lama, que rapidamente toma conta do local. 

Até o momento, as autoridades que atuam no resgate em Brumadinho confirmaram a morte de 110 pessoas. Outras 238 continuam desaparecidas. Setenta e uma foram identificadas. 

A mancha de lama de restos de mineração lançados no meio ambiente não para de avançar pelo Rio Paraopeba. Uma alta concentração de metais pesados foi confirmada em boletim divulgado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), após monitoramento da qualidade dos recursos do rio, produzido com a Agência Nacional de Águas (ANA), Serviço Geológico do Brasil  (CPRM) e a Copasa desde o desastre. 




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