Autorização Juíza diz não haver necessidade de transferir João de Deus para hospital Marli de Fátima Naves informou, ainda, que os exames detectaram apenas discreta presença de sangue na urina do médium, sem infecção

Por: AE

Publicado em: 05/01/2019 08:45 Atualizado em:

Foto: Cesar Itiberê/Fotos Publicas
Foto: Cesar Itiberê/Fotos Publicas

A juíza Marli de Fátima Naves, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), afirmou nesta sexta-feira, 4, que não há, "até a presente data", qualquer variação no estado de saúde do médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, que exija a transferência dele do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia para um hospital. 

A manifestação da juíza ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter determinado nesta quinta-feira, 3, que o TJ-GO informasse, em 48 horas, a situação de saúde do médium. As informações são da Agência Brasil. 

Segundo a juíza, em ofício encaminhado ao presidente do STF, ministro Dias Toffoli, após passar mal na quarta-feira, 2, João de Deus foi atendido no núcleo de custódia da unidade prisional e encaminhado, em seguida, para o Hospital de Urgência de Goiânia. A juíza informou, ainda, que os exames detectaram apenas discreta presença de sangue na urina do médium, sem infecção. 

A juíza destacou que, após sentir-se mal, o médium foi atendido de forma célere e adequada às condições de saúde e idade do paciente. Na quarta-feira, 2, João de Deus teve de deixar o presídio onde está detido, e ser atendido às pressas após ter passado mal. No dia seguinte, o médium voltou ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. 

Nesta sexta, após a manifestação da juíza, Dias Toffoli pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de liberdade feito pela defesa do médium. Com a decisão, a PGR terá 48 horas para apresentar um parecer sobre o pedido de prisão domiciliar. 

O médium está preso desde o dia 16 de dezembro sob a acusação de violação sexual mediante fraude e dois crimes de estupro de vulnerável. A prisão ocorreu depois que uma série de denúncias de mulheres sobre os abusos veio à tona.



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