Apoio Ong projeta frases de apoio à comunidade LGBT em prédios da Esplanada Organização All Out iluminou o Congresso Nacional e no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos com frase como 'somos LGBT%2b e vamos resistir'

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 03/01/2019 21:39 Atualizado em: 03/01/2019 22:52

"Somos LGBT e vamos resistir" foi uma das frases projetadas no Congresso Nacional. Foto: Reprodução/All Out
"Somos LGBT e vamos resistir" foi uma das frases projetadas no Congresso Nacional. Foto: Reprodução/All Out


A organização internacional All Out, que luta pela igualdade de direitos à população LGBT, realizou projeções em prédios da Esplanada dos Ministérios na noite desta quarta-feira (2). Trata-se de mensagens de apoio à comunidade e pressão ao Governo Federal, dizendo "somos LGBT+ e vamos resistir".

A iluminação foi feita em três pontos: na via S1, em parede ao lado da Catedral Metropolitana; no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos; e no Congresso Nacional, onde a frase estampou o maior prédio da Esplanada dos Ministérios por 10 minutos.

A gerente de campanhas da organização, Ana Andrade, conta que a ação tinha outro objetivo além de mostrar ao governo que a comunidade LGBT está "acompanhando o governo". "A gente queria passar uma mensagem de esperança para a comunidade, que estamos aqui para ajudar o movimento a conquistar direitos iguais e não retroceder, perder os direitos conquistados nos últimos anos", disse.

A campanha foi encerrada após duas horas de projeção, quando, do estacionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), o grupo realizava a ação no prédio do Congresso Nacional e foi abordada pela Polícia Legislativa. "Eles foram respeitosos, não houve confusão. Como era um protesto pacífico, achamos melhor sair de lá sem discutir com os policiais. O trabalho já havia sido feito", relatou Ana.

Para realizar a campanha, a organização All Out fez um financiamento coletivo com duração de 10 dias, com término em 31/12. Conseguiram aproximadamente R$ 8 mil, mas, como a meta era de R$ 13 mil, a Ong teve de liberar dinheiro do caixa para realizar a ação.

"Escolhemos o primeiro dia de trabalho do governo porque, por mais que a gente saiba que determinadas políticas públicas não estão de acordo com a classe que defendemos, entendemos que devemos fazer ações pacíficas. Isso não seria possível no dia da posse, que era um dia de festa aos eleitores dele (Jair Bolsonaro)", destaca.

Primeiro local que recebeu a projeção, nesta quarta-feira (2/1) foi uma parede na via S1, próxima à Catedral Metropolitana. Foto: Reprodução/All Out
Primeiro local que recebeu a projeção, nesta quarta-feira (2/1) foi uma parede na via S1, próxima à Catedral Metropolitana. Foto: Reprodução/All Out

O dinheiro foi usado para contratar empresas que realizaram a projeção, fizeram fotografias e alugaram carro para fazer o transporte do equipamento, com um gerador de energia.

"Não haverá abandono de auxílio"
Nesta quinta-feira (3/1), o presidente Jair Bolsonaro disse, pelas redes sociais, que "não haverá abandono de auxílio a qualquer indíviuo nas diretrizes de Direitos Humanos". A publicação vem depois do chefe do Executivo assinar a Medida Provisória de nº 870/19, que não menciona a população LGBT nas lista de políticas e diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos. 

O texto da MP destaca categorias que estariam sob competência do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. "Mulher; família; criança e adolescente; juventude; idoso; pessoa com deficiência; população negra; minorias énicas e sociais; e índios" são os grupos lembrados.

A ministra Damares Alves, entretanto, afirmou, durante cerimônia de transmissão do cargo, que a população LGBT será atendida pela pasta, como uma das atribuições da Secretaria Nacional de Proteção Global, uma das oito que compõem a pasta.


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