Posição Retomada à caça de baleias no Japão é retrocesso, diz ministro do Meio Ambiente Edson Duarte ainda ressaltou que o Brasil é um defensor de todas as formas de vida

Por: Agência Brasil

Publicado em: 26/12/2018 18:23 Atualizado em:

Foto: Fernando Alves/Governo do Tocantins (Foto: Fernando Alves/Governo do Tocantins)
Foto: Fernando Alves/Governo do Tocantins
O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, chamou hoje (26) de %u201Cgrande retrocesso no cenário global%u201D a decisão anunciada pelo governo do Japão de retomar a caça das baleias e deixar Comissão Internacional da Baleia (CIB). Em nota, o Ministério do Meio Ambiente informa que tal iniciativa %u201C ignora a posição majoritária dos países%u201D. Ressalta ainda que o Brasil é um defensor de todas as formas de vida.

%u201CO Brasil historicamente postula pela defesa de todas as formas de vida nos mares do planeta, principalmente dos cetáceos [animais marinhos que pertencem à classe dos mamíferos], que têm muitas espécies ameaçadas de extinção%u201D, diz o comunicado. %u201CTemos muito a avançar e somente por meio da atuação integrada dos países-membros da CIB poderemos ter êxito na proteção dessas espécies e em outras agendas relacionadas, como o combate ao lixo no mar e ao aquecimento global.%u201D

O texto destaca também que há no Brasil um esforço para garantir a preservação de várias espécies. %u201CEm nossa zona exclusiva, protegemos as baleias jubarte e franca, os golfinhos, as tartarugas e manejamos a pesca de espécies comerciais para garantir a sobrevivência das espécies mais exploradas. Além disso, ampliamos as unidades de conservação costeiras marinhas de 1,5% para 26%, para preservar os hábitats da fauna marinha.%u201D

O comunicado lembra que, na Declaração de Florianópolis, foi reafirmada a importância da manutenção da moratória à caça comercial de baleias e da obrigação da CIB de garantir financiamento adequado para atividades de conservação e uso não letal e não extrativo de cetáceos, como o turismo de avistamento.

O governo da Austrália também lamentou a decisão das autoridades japonesas e apelou para que revisem a medida e abandonem a iniciativa de retomar a caça comercial de baleias a partir de julho de 2019.



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