Condenada a 39 anos de prisão Após ser detida durante saída temporária, Suzane Richtofen é liberada novamente Desde 2015, Suzane cumpre pena em regime semiaberto. Nele, ela tem a possibilidade de trabalhar e estudar fora da prisão, além de cinco saídas anuais

Por: Agência Brasil

Publicado em: 23/12/2018 18:08 Atualizado em:

Segundo o parecer, exames psicológicos demonstraram que Suzane tem personalidade egocêntrica, narcisista e influenciável por condutas violentas. Foto: Reprodução/TV Record
Segundo o parecer, exames psicológicos demonstraram que Suzane tem personalidade egocêntrica, narcisista e influenciável por condutas violentas. Foto: Reprodução/TV Record
Horas após deixar a penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo, para a saída temporária de fim de ano, Suzane von Richthofen foi presa pela Polícia Militar neste sábado, 22, ao ser encontrada em uma festa de casamento em Taubaté, endereço diferente do que havia informado às autoridades.

A detenta, condenada a 39 anos de prisão por assassinar os pais, em 2002, foi reconduzida ao presídio pelos policiais e, de lá, seguiu para uma audiência com o juiz de plantão para a análise da situação.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), após a realização da audiência, "foi reestabelecido o benefício da saída temporária" para a detenta.

Desde 2015, Suzane cumpre pena em regime semiaberto. Nele, ela tem a possibilidade de trabalhar e estudar fora da prisão, além de cinco saídas anuais.

No ano passado, a Defensoria Pública, que representa a condenada entrou com o pedido de progressão para o regime aberto, pelo qual a detenta cumpriria o resto do tempo da prisão em casa, mas a Justiça negou a solicitação, em setembro deste ano, após parecer do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) indicar que a presa ainda não reunia condições para voltar ao convívio social.

Segundo o parecer, exames psicológicos demonstraram que Suzane tem personalidade egocêntrica, narcisista e influenciável por condutas violentas. Com base nos testes, a promotoria criminal recomendou que a detenta fosse mantida presa, ainda que em regime prisional mais brando.


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