Investigação Fraude em concurso do STJ provoca operação da Polícia Civil do DF As ações visam, ainda, à execução de medidas judiciais contra os candidatos que compraram vagas em concursos públicos do DF

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 19/12/2018 09:45 Atualizado em:

FOTO: ED ALVES/CB/DA.PRESS
FOTO: ED ALVES/CB/DA.PRESS
Com o objetivo de cumprir 13 mandados de busca em vários locais do Distrito Federal, a Polícia Civil local (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (19/12) a quarta fase da Operação Panoptes. Desta vez o alvo é o concurso público do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que teria sido fraudado. A operação foi realizada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e até o fechamento da reportagem não foram fornecidas mais informações pela corporação.

O concurso do STJ foi aberto em janeiro deste ano, pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), com cinco vagas imediatas e formação de cadastro reserva. Ao todo, foram 66.608 candidatos inscritos em 13 cargos distintos. Houve chances para técnicos e analistas judiciários, com salários que variaram de R$ 6.708,53 a R$ 11.006,82, respectivamente.

Operação Panoptes
Segundo informações da PCDF, a operação é voltada a desarticular grupos criminosos que se dedicam a fraudar concursos públicos. As ações visam, ainda, à execução de medidas judiciais contra os candidatos que compraram vagas em concursos públicos do DF.

Nas duas primeiras fases, foram presas 12 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa responsável pelo aliciamento de candidatos para a realização da fraude e ficou conhecida como a Máfia dos Concursos. Entre os presos estava o líder do grupo, assim como o segundo na cadeia de comando da fraude, e um ex-funcionário da Cebraspe, responsável por executar a fraude dentro da banca examinadora.

A terceira fase foi deflagrada em março deste ano e recebeu o nome de Magister, mestre em Latim, pois apurou fraude no concurso público da Secretaria de Educação para os cargos de professor e apoio administrativo. Os policiais civis cumpriram nove mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão. Entre os suspeitos, seis professores da rede pública de ensino, nomeados no último concurso.


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