Caso Marielle Polícia apura se homem detido estava em carro usado na morte de Marielle Conhecido como 'Renatinho Problema', ele é acusado de participação em uma milícia da Zona Oeste do Rio

Por: Philipe Santos - Correio Braziliense

Por: Renato Souza - Correio Braziliense

Publicado em: 18/12/2018 14:10 Atualizado em:

Foto: Miguel Schincariol/ AFP
Foto: Miguel Schincariol/ AFP
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (18), em Guapimirim (RJ), um homem suspeito de ter envolvimento com a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.  Segundo a investigação, Renato Nascimento Santos, conhecido como 'Renatinho Problema', é ligado a uma milícia carioca.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a prisão refere-se a um mandado pendente em investigação de homicídio conduzida pela Delegacia de Homicídios da capital do estado, para onde ele será levado para prestar depoimento. No entanto, a corporação alerta que o mandado não é referente ao inquérito do caso Marielle e Anderson.

A polícia também corrigiu a informação de que o investigado seria ex-policial militar. Um outro homem, que estava com o Renatinho, também foi preso, este por porte ilegal de arma de fogo.
 
Renato é acusado de integrar uma milícia na Zona Oeste do Rio, onde atua Orlando Curicica. A suspeita é que ele estava no veículo, modelo Cobalt, usado na morte da parlamentar. Esse assunto será investigado pela Delegacia de Homicídios do Rio, onde ele prestará depoimento.

Uma testemunha chave para o caso afirmou, em depoimento à polícia, que Marielle foi morta a mando do vereador Marcello Siciliano (PHS), apontado como aliado de Orlando. Ele aparece em conversas telefônicas com milicianos, aos quais ele chama de "irmãos" durante a gravação. Siciliano foi alvo de operação sobre o caso na semana passada.

Em entrevista ao jornal "Estado de S.Paulo" em dezembro, o secretário de Segurança, general Richard Nunes, interventor federal na segurança do Rio, disse que tem grandes chances de que Marielle tenha sido morta por atuar para impedir a grilagem de terras por milicianos na Zona Oeste do Rio.

A vereadora, que era vista em enfrentamentos como Siciliano e combatendo o avanço de milícias, criou projetos sociais que impediam o ingresso de crianças, adolescentes e moradores carentes nas milícias e no tráfico de drogas.

O trabalho dela, de acordo com informações obtidas pela investigação, ameaçava os negócios espúrios das milícias. Ela então se tornou alvo dos criminosos, assim como o deputado federal Marcelo Freixo, que está na lista desses grupos para ser assassinado.

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