Acusação Filho de casal morto em acidente aéreo é denunciado na Lava-Jato no mesmo dia da morte dos pais Rodolfo Geo é acusado de ter repassado ao ex-presidente Lula cerca de R$ 1 milhão

Por: Estado de Minas

Publicado em: 26/11/2018 20:45 Atualizado em:

Foto: Divulgação
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O controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, foi denunciado pelo Ministério Público Federal, nesta segunda-feira, mesmo dia em que os pais morreram em um acidente de avião. Adolfo Geo e a esposa Margarida Giannetti Geo, morreram quando o avião em que estavam cair em uma fazenda em Jequitaí, no Norte de Minas. O empresário foi denunciado junto ao ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro. O piloto Marco Aurélio e o co-piloto, identificado apenas como Oliver, também morreram no acidente da manhã de hoje.

A acusação formal levada à Justiça Federal aponta que, "usufruindo de seu prestígio internacional, Lula influiu em decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que resultaram na ampliação dos negócios do grupo brasileiro ARG no país africano".

Além de Lula, o Ministério Público Federal denunciou o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, pelos crimes de tráfico de influência em transação comercial internacional e lavagem de dinheiro.

Os fatos teriam ocorrido entre setembro de 2011 e junho de 2012, quando o petista já não era presidente. Como Lula já tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu para ele, mas não para o empresário.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), estava prevista uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, mas, devido a morte dos pais do denunciado o detalhamento à imprensa foi suspenso.   

A Lava-Jato afirma que a transação que teria levado ao pagamento de R$ 1 milhão destinado ao Instituto Lula começou entre setembro e outubro de 2011. A Procuradoria relata que Rodolfo Giannetti Geo procurou Lula e solicitou ao ex-presidente que interviesse junto ao mandatário da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que o governo daquele país continuasse realizando operações comerciais com o Grupo ARG, especialmente na construção de rodovias.

"As provas do crime denunciado pelo Ministério Público Federal foram encontradas nos e-mails do Instituto Lula, apreendidos em busca e apreensão realizada no Instituto Lula em março de 2016 na Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava-Jato de Curitiba", informou a Lava-Jato. (Com Agência)


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