crime Operação prende divulgador de material pornográfico infantil em SP O criminoso era professor e trabalhava na capital paulista. Segundo a PF, já foram identificadas sete crianças, que são membros da família do suspeito, alunos e alunas

Por: Agência Brasil

Publicado em: 22/10/2018 09:59 Atualizado em:

Foto: Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná/Fotos Públicas
Foto: Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná/Fotos Públicas
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (22) uma operação para combater o abuso sexual infantil e a divulgação de material pornográfico infantil na internet. A Operação Mestre Impuro cumpriu dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na capital paulista. As investigações começaram após a PF receber informações sobre uma pessoa publicando muito material com cenas de sexo em fóruns dedicados à pornografia infantil.

“Policiais federais entraram no ambiente da deep web (internet oculta) com o uso de equipamentos e técnicas próprias para a investigação desse tipo de crime e identificaram que esse brasileiro seria um professor que atua na capital paulista. As diligências apontam que ele usaria a proximidade decorrente da profissão para abusar de crianças entre 5 e 10 anos de idade, de ambos os sexos”, diz a PF por meio de nota.

Segundo as informações, a polícia concluiu que, além do compartilhamento, havia evidências de que a mesma pessoa também produzia imagens dos abusos, com o objetivo de conquistar respeito e admiração dos outros participantes dos grupos que atuavam nesse ambiente da internet.

De acordo com a PF, já foram identificadas sete crianças, que são membros da família do suspeito, alunos e alunas. “Agora a PF trabalha para identificar se há outras vítimas, a partir da análise do material apreendido e da oitiva de pessoas”, informou a PF.

O investigado será indiciado pelos crimes de publicação de imagens de pornografia infantil, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com penas variando de três a seis anos de reclusão, e pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no Código Penal, com penas de oito a 15 anos de reclusão.

O preso será encaminhado ao sistema prisional estadual, onde permanecerá à disposição da Justiça.


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