São Paulo Sala de aula é vandalizada com frases apoiando ditadura e contra gays Em uma lousa foi grafado %u201Cintervenção já, Ustra herói brasileiro%u201D, em referência ao ex-militar reconhecido como responsável por torturas praticadas no período da ditadura militar no Brasil

Por: Agência Brasil

Publicado em: 26/09/2018 16:30 Atualizado em:

Foto: Reprodução / Flickr
Foto: Reprodução / Flickr
Uma sala de aula da área de comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) sofreu um ataque de vandalismo ao ter frases de apoio a ditadura, homofóbicas e de teor machista escritas em suas paredes e louças. No local estava exposta, por exemplo, uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBTI (Lésbicas, Gay, Bissexuais, Transgênero e Intersexuais), com os dizeres “love is love” (amor é amor), em uma tradução livre. Sobre o objeto foi escrito “tapa na cara das puta” e “falta de surra”.

Em uma lousa foi grafado “intervenção já, Ustra herói brasileiro”, em referência a Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-militar reconhecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo como responsável por torturas praticadas no período da ditadura militar no Brasil. Também foi escrito “higienização já, esquerda fede”.

Foram encontradas ainda as inscrições “17 neles” e “ele sim”, em oposição ao movimento “#ele não”, mobilização contrária ao candidato Jair Bolsonaro e que ganhou repercussão nas redes sociais. 

Em nota, a Faap disse que repudia todo tipo de desrespeito, violência e discriminação. “O fato ocorrido se restringe a uma divergência entre os alunos, que são capazes e estimulados a debater entre eles. Em relação à violação do espaço da sala de aula, já foram tomadas as providências cabíveis para garantir a manutenção desse ambiente que estimula a criatividade, a autonomia e a livre expressão de seus alunos”.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.