justiça Vinte pessoas são presas por esquema milionário de fraude bancária Foi a segunda fase da operação Open Doors, da Polícia Civil do Rio e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)

Por: AE

Publicado em: 17/09/2018 13:49 Atualizado em:

Foto: Reprodução / Internet
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Pelo menos 20 pessoas foram presas, na manhã desta segunda-feira (17), sob a acusação de participar de uma quadrilha especializada em golpes bancários. O esquema provocou prejuízo de R$ 30 milhões a bancos e correntistas em apenas um ano, entre 2016 e 2017, segundo o Ministério Público (MP) do Rio. A operação se desenrola nos Estados do Rio, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia.

Foi a segunda fase da operação Open Doors, da Polícia Civil do Rio e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP do Rio. A primeira etapa foi em agosto do ano passado e chegou ao chamado "núcleo operacional" da quadrilha, os aliciadores e laranjas. Foram identificados e indiciados 98 integrantes e expedidos 33 mandados de prisão.

Esta segunda fase mirou o "núcleo intelectual" da organização criminosa - hackers e lavadores de dinheiro. Foram indiciadas 240 criminosos e expedidos 43 mandados de prisão preventiva. Segundo o MP, o bando tem atuação nacional e pratica crimes patrimoniais, retirando valores das cotas por meio de transações fraudulentas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Computadores e celulares foram apreendidos na casa de suspeitos presos no Rio e em Resende, no sul fluminense. Em Ponta Grossa (PR), foi capturado o cantor sertanejo Rick Ribeiro, que seria um dos hackers e usaria o dinheiro para financiar sua carreira.

Segundo MP, "os agentes criminosos enviavam spams de e-mail e mensagens tipo SMS, aleatoriamente, para milhares de pessoas físicas. Os spams continham mensagens, supostamente, de instituições bancárias alertando sobre a necessidade de atualização de segurança da conta, com a indicação de link de acesso.

Ao clicar nesses links, a vítima era então direcionada a "websites phishing", com programas maliciosos que capturam informações de contas e senhas, abrindo caminho para a retirada de quantias das contas, de forma fraudulenta.

Em outro prática fraudulenta, um integrante telefonava para uma potencial vítima se fazendo passar por funcionário de banco, para obter dados pessoais para fins de recadastramento. Houve casos em que os bandidos conseguiram desviar até R$ 500 mil. Por meio de laranjas, a quadrilha adquiriu terrenos, apartamentos e salas comerciais para a ocultação de patrimônio.


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