Minas Gerais Após explosão em Ipatinga, sindicato quer mais segurança 'O sindicato exige a garantia de que não tenha mais risco para os trabalhadores. Poderia ter sido uma tragédia maior, poderia ter matado trabalhadores e intoxicado a população da cidade', o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região, Geraldo Magela.

Por: Agência Brasil

Publicado em: 13/08/2018 09:30 Atualizado em: 13/08/2018 09:46

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Após a explosão de um gasômetro na Usiminas de Ipatinga (MG) há três dias, o Sindicato dos Metalúrgicos quer mais garantias e condições de segurança para os trabalhadores. A assessoria da Usiminas informou que hoje (13) o expediente em Ipatinga será retomado e gradativamente a normalidade será instalada. Algumas áreas, sem conexão com o setor afetado, reiniciaram suas atividades um dia após a explosão.

O acidente ocorreu na última sexta-feira (10) por volta das 12h40, quando muitos trabalhadores estavam em horário do almoço, o que para especialistas, foi positivo, pois o impacto da explosão poderia ter sido maior.

“O sindicato exige a garantia de que não tenha mais risco para os trabalhadores. Poderia ter sido uma tragédia maior, poderia ter matado trabalhadores e intoxicado a população da cidade”, afirmou em entrevista à Agência Brasil o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região, Geraldo Magela.

Normalidade
Em seu último comunicado à imprensa, a Usiminas informa que “prossegue com o plano de retomada gradual das operações, com a máxima segurança” e afirma que as causas “continuam sendo investigadas pelas equipes técnicas, com o apoio de autoridades competentes”.

Segundo o presidente do sindicato, a Usiminas não oferece treinamento adequado para os trabalhadores que atuam em áreas de risco, não faz manutenção adequada nos equipamentos e deixa de fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários para garantir a segurança dos trabalhadores.

Em nota, a Usiminas afirma que segue as melhores práticas internacionais de segurança, alinhadas às da siderurgia mundial, e esclarece que todas as denúncias que chegam por meio dos sindicatos são integralmente apuradas. “As denúncias, independentemente de sua natureza, são verificadas e recebem o devido tratamento por parte da empresa.”

Investigações
Magela disse que o sindicato quer que um integrante da entidade acompanhe diretamente as investigações sobre a explosão do gasômetro. Foi enviado um ofício com a solicitação. Nesta segunda-feira (13) haverá reunião de um representante sindical com a direção da Usiminas.

Com relação ao acidente, a empresa destaca que as causas continuam em apuração por equipes técnicas. “Os trabalhos estão sendo acompanhados pelas autoridades competentes. A empresa reitera que está disponibilizando todas as informações solicitadas pelos órgãos do Poder Público."

O Ministério Público de Minas Gerais e representantes de órgãos ambientais instalaram um gabinete de crise para apurar o acidente e investigar a dimensão da explosão. O promotor responsável pelo trabalho, Rafael Pureza Nunes da Silva, afirmou que um inquérito civil público será instaurado para verificar os danos ambientais. A ação será conduzida pela Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Ipatinga.

Semelhança
Para Magela, as condições que provocaram a explosão no último dia 10 são semelhantes às que mataram o trabalhador Luís Fernando Pereira, de 38 anos, apenas dois dias antes do acidente. O trabalhador terceirizado fazia manutenção da tubulação que leva o gás para o gasômetro. A suspeita do sindicato é de que ele tenha se intoxicado com gás durante a operação.


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