Feminicídio Mulher morre após cair do 3º andar em prédio na Asa Sul Polícia investiga se a mulher foi jogada ou se teria pulado do prédio. Suspeito da morte, o marido da vítima foi encaminhado à delegacia

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 07/08/2018 08:34 Atualizado em: 07/08/2018 08:37

(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um caso de suspeita de feminicídio, registrado na noite desta segunda-feira (6), na Asa Sul. O fato ocorreu no Bloco T da Quadra 415. Uma mulher de 37 anos foi encontrada caída embaixo do prédio por uma bombeira que passava no local, após despencar do 3º andar do residencial.

Agentes da PCDF estiveram na quadra e, segundo a corporação, o marido da vítima, de 44 anos, é o principal suspeito. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), para onde o companheiro da mulher foi levado para prestar esclarecimentos. Ele segue detido.

Por volta das 18h, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para atender uma suposta ocorrência de suicídio. Quando os militares chegaram ao prédio, encontraram bombeiros atendendo a vítima. Ela foi levada para o Hospital de Base, mas não resistiu.

O marido da mulher foi achado trancado no apartamento em que a vítima e ele moravam. Ele teria se negado a abrir a porta, que precisou ser arrombada. De acordo com a PMDF, como as circunstâncias apresentaram indícios de homicídio, os policiais conduziram o homem para a delegacia sob condição de suspeito. "Vizinhos relataram que ouviram o casal brigar e que as discussões eram frequentes. O suspeito estava totalmente embriagado e disse não saber do ocorrido. Na delegacia, quando soube que a companheira havia falecido, não esboçou reação", afirmou o sargento Sérgio Pereira.

Ainda segundo a PM, o dono do apartamento, um senhor de 70 anos, morava com o casal. Funcionário aposentado do Senado, ele estava em casa no momento da briga. Porém, ele teria dito aos agentes de segurança que estava dormindo na hora do ocorrido e, devido a uma deficiência auditiva, só acordou com a chegada dos policiais. "O idoso afirmou que não escutou a discussão e que não estava ciente do ocorrido até a chegada da nossa equipe", comentou o sargento.

O aposentado prestou depoimento na delegacia. Quem também testemunhou foi a bombeira que encontrou a vítima caída e fez os primeiros socorros. Após esclarecimentos, o idoso e a militar foram liberados. O caso é tratado como feminicídio.


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