Gênio Aos 6 anos, brasiliense publica livro ilustrado O trabalho Um herói e uma heroína, de 28 páginas, narra uma história de combate do bem contra o mal e traz imagens dos manuscritos

Por: Correio Braziliense

Por: Bruna Lima - Correio Braziliense

Por: Jéssica Eufrásio - Correio Braziliense

Publicado em: 13/07/2018 18:49 Atualizado em: 13/07/2018 18:50

Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press
Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press
“O livro abre a nossa mente, a nossa visão, e melhora a nossa fala.” A frase pode soar como o pensamento de alguém com bastante experiência de vida. No entanto, é a mensagem que uma criança de apenas 6 anos gostaria de deixar como legado. Ryan Maia é um escritor precoce, apaixonado pela leitura. O encanto é tão grande que, em maio, dois anos depois que começou a ler, ele publicou a primeira obra literária. O trabalho Um herói e uma heroína, de 28 páginas, narra uma história de combate do bem contra o mal e traz imagens dos manuscritos. O diferencial de Ryan está no fato de ser alguém que nasceu com altas habilidades, ou superdotação.

Ele tem facilidade para lidar com números, se comunicar, e conta com uma excelente memória. A preocupação com os demais também é digna de elogios e motivou a escrita do livro. “Eu queria ajudar minha mãe no trabalho, ela estava ganhando pouco dinheiro. Sem contar que gosto de heróis e também gosto muito de livros. Por isso, acabei fazendo um”, explica. Ryan pensa em dar continuidade ao primeiro capítulo, estrelado pelos personagens da Liga da Tecnologia. A produção está prevista para depois do aniversário de 7 anos dele, em agosto.

Uma das inspirações é o cartunista Mauricio de Sousa. O pequeno gênio, como é conhecido, conta que adora os livros e histórias em quadrinhos do desenhista. Fora do campo das palavras, Ryan transita entre outras áreas: do xadrez e da robótica aos desafios matemáticos. Questionado sobre o interesse por números, ele responde prontamente: “Eu não gosto, eu amo. Sei calcular coisas de cabeça e pelos dedos”. As operações com que tem mais facilidade são adição, subtração e multiplicação. O fio condutor que guia todas essas habilidades é a curiosidade. Ele não deixa escapar um detalhe e, a partir disso, puxa uma conversa atrás de outra. Atento e aberto ao aprendizado, o garoto assimila as novidades e guarda quase tudo com facilidade.

O pequeno também demonstra interesse por assuntos complexos. Robótica e língua portuguesa estão entre as disciplinas favoritas dele. “A robótica pode ser necessária caso eu queira ser construtor. Eu saberia construir qualquer coisa por causa dessa matéria”, conta. Mesmo assim, Ryan não quer construir coisas quando crescer. Ele conta que pretende se tornar policial ou médico. “O policial salva o mundo, tipo um herói. E médicos curam as pessoas quando estão feridas.”

Apesar de precoce e de despertar expectativa nos parentes e amigos, Ryan leva a vida de uma criança comum. Brinca de correr, pique-esconde, super-heróis e adora jogar basquete. “Só não gosto daquelas brincadeiras de luta. São muito arriscadas.” Alguns amigos, inclusive, compraram o livro. Eles elogiam a obra e consideram Ryan um ótimo colega. Na escola, recebeu até o apelido de “flash”, devido à velocidade para fazer as tarefas.

Dentro e fora do ambiente escolar, ele recebe elogios de quem está ao redor. “Ryan tem um senso de coletividade muito forte. Sempre que vê colegas ou outras pessoas precisando de ajuda, ele demonstra preocupação com eles”, conta a professora da sala de recursos de altas habilidades de Ceilândia, Carla Oliveira. Além de definir o aluno como altamente sociável, ela ressalta as multi-habilidades dele voltadas para os conhecimentos acadêmicos.

A teoria dos três anéis
O psicólogo educacional Joseph Renzulli é responsável por desenvolver a teoria Círculo dos Três Anéis. A união entre habilidade acima da média, motivação e criatividade configuram um caso de superdotação, desde que o indivíduo, comparado a uma mesma classe socioambiental, esteja acima dos padrões.


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