pesquisa Alta em alimentação e bebidas em junho foi a maior para o mês desde 2008 Dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Por: AE

Publicado em: 06/07/2018 11:47 Atualizado em:

Alimentação consumida no domicílio subiu 3,09%, sob pressão da crise de desabastecimento provocada pela greve de caminhoneiros, segundo dados. Foto: Arquivo/Agência Brasil
Alimentação consumida no domicílio subiu 3,09%, sob pressão da crise de desabastecimento provocada pela greve de caminhoneiros, segundo dados. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O grupo Alimentação e Bebidas acelerou de um avanço de 0,32% em maio para uma alta de 2,03% em junho, a maior taxa para o mês desde 2008, quando o aumento alcançou 2,11%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, passou de uma contribuição de 0,08 ponto porcentual para o IPCA de maio para um impacto de 0,50 ponto porcentual sobre a inflação de junho.

A alimentação consumida no domicílio subiu 3,09%, sob pressão da crise de desabastecimento provocada pela greve de caminhoneiros. Já a alimentação fora de casa aumentou 0,17%.

As famílias pagaram mais por batata-inglesa (17,16%), leite longa vida (15,63%), frango inteiro (8,02%) e carnes (4,60%).

Grupos

A greve dos caminhoneiros pressionou os gastos das famílias com alimentação e transportes em junho, segundo Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE. Os grupos Alimentação e bebidas (2,03%), Habitação (2,48%) e Transportes (1,58%), que respondem por cerca de 60% das despesas das famílias, foram os que mais influenciaram o (IPCA de junho, um impacto de 1,18 ponto porcentual, o equivalente a cerca de 93% da inflação do mês.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas Vestuário apresentou deflação em junho, com queda de 0,16% nos preços. Os Artigos de residência subiram 0,34%; Saúde e cuidados pessoais, 0,37%; Despesas pessoais, 0,33%; e Educação, 0,02%. Os preços no grupo Comunicação ficaram estáveis.



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