Violência Vitória foi amarrada e estrangulada no dia em que desapareceu, diz polícia A Polícia Civil informou nesta terça-feira, 26, que a causa da morte da criança de 12 anos foi asfixia mecânica com constrição cervical

Por: AE

Publicado em: 26/06/2018 20:16 Atualizado em:

A criança estava há oito dias desaparecida quando seu corpo foi encontrado em Araçariguama, ao lado de patins, após denúncia feita pelo 190. Foto: PM/Divulgação
A criança estava há oito dias desaparecida quando seu corpo foi encontrado em Araçariguama, ao lado de patins, após denúncia feita pelo 190. Foto: PM/Divulgação
A menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, foi assassinada no dia 8 de junho, o mesmo dia em que desapareceu após sair de casa para andar de patins, em Araçariguama, interior de São Paulo. A Polícia Civil informou nesta terça-feira, 26, com base em laudo do Instituto Médico Legal (IML), que a causa da morte foi asfixia mecânica com constrição cervical. A polícia acredita que ela pode ter sido morta com um golpe conhecido como "mata-leão", em que o pescoço da vítima é apertado entre o braço e o antebraço do agressor.

O corpo da menina foi encontrado oito dias após o desaparecimento, num matagal, à beira da Estrada de Aparecidinha, no bairro Caxambu, zona rural do município. Os patins estavam ao lado do cadáver. O laudo apontou ainda marcas compatíveis com amarras nos braços e nos tornozelos da garota, o que indica que ela pode ter sido amarrada a uma árvore antes de ser assassinada.

Conforme o delegado seccional de Seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, o laudo reforçou a hipótese de vingança, pois não há indícios de que a menina tenha sofrido violência sexual.

Segundo ele, não está descartada a hipótese de Vitória ter sido levada por engano, uma vez que a família não tem histórico de inimizades que pudessem levar a uma represália desse tipo.

A polícia incluiu na investigação o irmão de outra garota com o mesmo nome, fisicamente parecida com Vitória, que teria dívidas de drogas com traficantes da região. Essa linha de investigação foi baseada nos depoimentos do único suspeito preso provisoriamente pelo crime, um servente de pedreiro que teria testemunhado o arrebatamento da garota por supostos traficantes.

No último sábado, a Secretaria da Segurança Pública ofereceu recompensa de até R$ 50 mil por informações sobre o crime. A polícia recebeu várias denúncias, mas a maior parte já foi descartada.


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