VIOLÊNCIA Homem mata amiga de ex-mulher após ela aconselhar separação do casal O caso foi julgado pela Justiça de Alagoas nesta quarta-feira (6) e o réu foi condenado a mais de 19 anos de prisão

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 07/06/2018 16:55 Atualizado em: 07/06/2018 17:01

Foto: Itawi Albuquerque/TJAL/Divulgação
Foto: Itawi Albuquerque/TJAL/Divulgação

Daniella dos Santos foi assassinada em 11 de novembro de 2016, na Rua Boa Vista, bairro de Ouro Preto, Alagoas. O seu algoz, Bruno Laurindo do Nascimento, foi julgado ontem (6/6), pelo 1º Tribunal do Júri de Maceió. Segundo denúncia, o crime teria acontecido porque a vítima aconselhou uma amiga, a ex-mulher de Bruno, a se separar do marido. O conselho fatal foi dado por meio de uma rede social, junto a um convite para uma festa. 

Naquele dia, Bruno teve acesso à conversa das amigas e foi direto à casa de Daniella para questioná-la sobre o bate-papo. Porém, segundo depoimento de testemunhas, minutos depois da chegada de Bruno, disparos foram ouvidos e Daniella não resistiu. 

Segundo o promotor do caso, Humberto Pimentel, o celular da vítima passou por perícia e foi constatado que houve problemas relacionados a ciúmes do acusado com a esposa. “A partir daí, houve o reconhecimento das pessoas que viram o assassino e afirmaram que realmente foi ele,” afirmou Pimentel. A defesa do réu, porém, alegou inocência. 

Outra amiga da vítima, Juliana Patrícia Tenório, testemunhou no julgamento. Ela disse que estava com Daniella no dia do crime, bebendo com ela próximo a sua casa, quando um homem chegou de bicicleta. A vítima então foi falar com ele, reservadamente, e, após um tempo, ouviu-se os disparos. Juliana disse que não viu quem era o assassino, mas reconheceu sua cor de pele, estatura e tipo físico.

Mãe da vítima se emocionou durante o julgamento. Foto: Itawi Albuquerque/TJAL/Divulgação
Mãe da vítima se emocionou durante o julgamento. Foto: Itawi Albuquerque/TJAL/Divulgação


Mãe e pai testemunharam

Já a mãe e o pai de Daniella reconheceram Bruno. Em juízo, a mãe disse que o acusado teria chamado a filha e dito “Você recebeu muito bem para dizer isso”. Depois pediu um copo com água e tomou um comprimido. Foi quando Daniella teria pedido para conversar em outro lugar, porque os pais tinham problemas do coração. Após isso, a mãe ouviu um tiro e viu Bruno passar com a arma na mão, mandado ela entrar, se não atirava. 

“Eu só vivo dopada de remédio. Minha vida acabou, tirou a minha filha que era tudo que eu tinha,” desabafou a mãe de Daniella em desespero. 

Bruno Laurindo do Nascimento foi condenado a 19 anos, sete meses e cinco dias de prisão, em regime inicialmente fechado. 


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