• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Escola de Samba Com enredo sobre corrupção, Beija-Flor é campeã do carnaval do Rio Escola de Nilópolis alcançou 259,6 pontos e conquistou seu 14º título

Por: AE

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 14/02/2018 16:04 Atualizado em: 14/02/2018 16:15

Foto: AFP / Mauro PIMENTEL
Foto: AFP / Mauro PIMENTEL
Completando 70 anos neste 2018, a Beija-Flor, que a cada ano se supera nos quesitos luxo e imponência, fez um desfile atípico. Crítica das mazelas brasileiras, a apresentação em alguns momentos remeteu o público que acompanha carnaval ao histórico "Ratos e urubus, larguem minha fantasia" (1989), do carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011) - este tratava de luxo, lixo, pobreza e festa e até hoje é um dos mais lembrados da história do sambódromo.

A escola fez um paralelo entre o Frankenstein, de Mary Shelley, personagem que está completando 200 anos, e os "monstros nacionais": a corrupção, as agressões à natureza, o uso indevido de impostos, as disparidades sociais. A teatralização excessiva cansou. O carro da favela tinha traficantes "armados", briga de casal e até uma mãe velando um filho policial morto. A chamada "farra dos guardanapos", episódio do esquema criminoso do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), foi encenada. 

Componentes vestidos de pastores evangélicos, católicos e muçulmanos se juntaram contra a intolerância religiosa. Pabllo Vittar foi destaque no carro anti-LGBTfobia. No geral, a plateia comprou o discurso de indignação da escola de Nilópolis, na Baixada Fluminense, que encerrou sua passagem com a simulação de uma passeata popular, seguida pelo público saído de frisas e camarotes.
 
Confira fotos do desfile: 
 
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
 
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
 
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
 
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
Foto: Gabriel Nascimento/Riotur
 
 



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.