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polêmica Estudantes de agronomia fazem campanha pró agrotóxico: "menos amor, mais glifosato" Campanha faz referência ao pesticida mais consumido no mundo e apontado por vários pesquisadores como produto cancerígeno

Publicado em: 12/07/2017 22:15 Atualizado em:

Foto: Twitter/Reprodução
Foto: Twitter/Reprodução
Um grupo de estudantes de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG) causou polêmica esta semana, após defenderem a seguinte causa: "menos amor, mais glifosato, por favor", em referência ao pesticida mais consumido no mundo.

Comercializada pela Monsanto como Roundup, a substância é apontada por muitos pesquisadores como um produto cancerígeno. A Organização Mundial de Saúde (OMS) é uma das entidades que já emitiram alerta sobre o pesticida como "provável" causa da doença. 

No Brasil, diversos pesquisadores já se manifestaram contra o uso do agrotóxico. Entre eles, estão Raquel Rigotto, da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Wanderlei Pignati, da Univerdidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) também fazem alertas frequentes sobre esse e outros venenos. 

Os alunos da UFG agora lucaram com a venda de camisetas com a frase de efeito qe gerou polêmica. Divulgada no mês de março no perfil no Instagram da associação atlética dos estudantes da Escola de Agronomia da UFG, a camiseta “por menos amor e mais glifosato” é vendida por R$ 35.

A foto, no entanto, já havia sido divulgada em uma notícia sobre o consumo de soja por humanos, publicada pela Emater sobre o evento Agro Centro-Oeste Familiar 2017, realizado em Goiãnia, em junho. 

Em nota, a Emater emitiu uma nota de esclarecimento, afirando que nem ela nem a Universidade Federal de Goiás nem a organização da Agro Centro-Oeste Familiar têm qualqeuer ligação com a produção ou incentivo ao uso da camiseta. 

Os estudantes alegaram que glifosato é “apenas” uma cachaça que leva o nome do agrotóxico. 


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