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Polícia Militar Quatro são presos acusados de organizar novo motim da PM no ES Grupo já estaria articulando novas ocupações em frente aos Batalhões da PM, iguais às ocorridas em fevereiro

Por: AE

Publicado em: 20/03/2017 19:30 Atualizado em:

O Ministério Público Estadual capixaba deflagrou nesta segunda-feira (20/3), a Operação Protocolo Fantasma. O objetivo era prender quatro acusados de organizar novo motim da Polícia Militar do Estado. De acordo com o MPE-ES, o grupo já estaria articulando novas ocupações em frente aos Batalhões da PM, iguais às ocorridas em fevereiro. O movimento foi marcado pela ação de mulheres dos PMs. Elas montaram piquetes para obstruir a saída dos militares dos quartéis.

Os suspeitos de liderar o movimento, que não tiverem os nomes relevados, tiveram prisão preventiva decretada pela juíza da 4ª Vara Criminal de Vitória, Gisele Souza de Oliveira. A operação também cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e entregou 17 intimações para depoimento. A iniciativa foi do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, com apoio da Força Nacional de Segurança. 

"A ação tem como objetivo a reprodução de provas para o processo criminal que visa identificar e punir os responsáveis pela fomentação dos movimentos que têm impedido a Polícia Militar de atuar no Estado de forma regular", informou, por nota, o MP.
 
A Procuradoria apresentou transcrições de áudios de conversas de um suspeito. Nelas, o homem relata ter passado por batalhões, onde policiais teriam concordado em fechar as unidades. Segundo o MP, ele também afirma que precisaria de mais mulheres nas ações de obstrução das unidades policiais. Também é relatado que uma reunião sobre o novo motim aconteceria na casa de uma das investigadas.

Ao fundamentar sua decisão, a juíza destacou "as consequências nefastas do movimento paredista da Polícia Militar (...), culminando com duas centenas de mortes, uma onda de saques e furtos a estabelecimentos comerciais, suspensão de aulas, da atividade comercial, do transporte público e até das atividades do próprio Poder Judiciário".

"Nesse período, a sociedade capixaba ficou abandonada à própria sorte, com seus cidadãos trancafiados em suas residências, impedidos, pela onda de violência, de exercer o direito constitucional de ir e vir. Tratou-se de situação até então nunca experimentada, naquela dimensão, pela sociedade capixaba", justificou.

Ocorrido em fevereiro, o motim dos PMs capixabas começou em 4 de fevereiro e durou pelo menos até o dia 25. Segundo o governo estadual, mais de 2.800 PMS respondem a inquéritos internos. Mais de 700 foram indiciados pelo crime de revolta - a greve é proibida a militares.


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