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Prevenção » Pesquisadoras da Ufop criam adesivo que avisa a hora de sair do sol

Estado de Minas

Publicação: 01/09/2014 15:57 Atualização:

 (Divulgação)
Pesquisadoras da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), na Região Central de Minas Gerais, desenvolveram um adesivo que avisa a hora de sair do sol ou reforçar o protetor solar na pele. O dispositivo varia da cor vermelha para a verde quando a exposição aos raios ultravioleta chegou ao ponto limite de segurança. O trabalho ainda está em desenvolvimento, como um protótipo, mas o desejo é que chegue ao mercado em breve.

A ideia é resultado de anos de pesquisa do laboratório de Laboratório de Polímeros e Propriedades Eletrônicas dos Materiais coordenado pelo professor e doutor Rodrigo Bianchi. Segundo a química e doutoranda, Mariana de Melo Silva, as pesquisas da área são voltadas para aplicações práticas, de forma a atingir a sociedade com os trabalhos científicos. O projeto começou com o desenvolvimento de um sensor (Neosticker) usado em crianças com icterícia (“amarelão”) que passaram pelo tratamento de fototerapia. O dispositivo troca de cor quando a radiação no bebê já foi suficiente e ajuda a controlar a dosagem, além do tipo de luz a ser utilizada.

Com a mesma lógica, os pesquisadores passaram a desenvolver dispositivos com polímeros que reagem à luz do sol, luz de raio X usado em tratamentos radioterápicos, raios gama para irradiação de alimentos, entre outros. Para a reação aos raios ultravioleta (UV), as pesquisadoras pensaram no adesivo em formatos criativos como estrela ou coração, que possa ser usado por qualquer pessoa. O adesivo (Sun Sticker) fica colado na pele durante a exposição solar e muda de cor com o passar do tempo, semelhante a um semáforo.

"Serve para dizer que está ok: saia do sol. Ou ser para dizer: passe o protetor solar. O dispositivo pode ser calibrado de várias formas. É um projeto para o qual ainda faremos análise de mercado para comercializar. Serve tanto para monitorar a radiação de uma criança na praia como para quem trabalha exposto ao sol, um carteiro, por exemplo. Isso pode até mesmo evitar processos trabalhistas decorrentes de doenças causadas pela exposição excessiva ao sol", explica a pesquisadora.

O adesivo é também uma forma de mostrar que os perigos do UV não ocorrem apenas em dias de sol, mas também em dias nublados. Conforme a pesquisadora, o UV está incidindo em todos nós e causando os danos que podem ser maléficos como câncer de pele, olhos e retina.

Mariana de Melo espera que seja interesse de várias empresas e órgãos públicos adquirir o adesivo. Por enquanto, apenas o sensor para fototerapia - Neosticker - está sendo usado para comercialização, por meio da empresa Lifee, criada pelas pesquisadoras.

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