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Investigação » Polícia apura fraude no Minha Casa em Minas Gerais

Agência Estado

Publicação: 01/09/2014 08:58 Atualização:

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga fraudes no Minha Casa Minha Vida em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro. Pelas investigações, um vereador do município e outras cinco pessoas teriam montado um esquema para cobrar mensalidades de famílias carentes interessadas em obter um imóvel por meio do programa do governo federal, assim como de pessoas já beneficiadas, que renderia R$ 100 mil anuais ao grupo.

Os suspeitos também teriam recebido imóveis por meio do programa apesar de terem salários bem acima da faixa de renda da modalidade do Minha Casa Minha Vida que operam.

O esquema foi revelado neste domingo, 31, pelo jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, que teve acesso ao inquérito. Pelas investigações, o vereador Saulo Manoel da Silva (PT), que é conselheiro do Ministério das Cidades, é fundador da Associação Habitacional de Ipatinga, que promove reuniões periódicas com interessados em adquirir imóveis por meio do programa.

Segundo o inquérito, as famílias tinham que pagar valores entre R$ 3 mil e R$ 10 mil para terem o nome incluído na lista do programa. Nos casos de pessoas já beneficiadas, de acordo com a polícia, a ameaça era de que perderiam o imóvel caso não continuassem pagando.

Para comprovar a fraude, agentes se infiltraram em reuniões e constataram que os encontros eram presididos pela chefe de gabinete do vereador, Uzânia Aparecida Gomes - que também é presidente do diretório local do PT -, pela irmã do parlamentar, Salvina Maria Silveira Cardoso, ou pelo próprio Saulo Silva.

Várias testemunhas já ouvidas pela Polícia Civil confirmaram as exigências de pagamento. Além disso, a associação fundada pelo vereador recebeu subvenção de R$ 240 mil dos cofres municipais. O repasse dos recursos foi aprovado pela Comissão de Urbanismo da Câmara de Ipatinga, presidida pelo próprio Saulo.

A reportagem tentou falar com o vereador ontem, mas ele não foi encontrado. No dia anterior, o parlamentar e os demais suspeitos negaram qualquer ilegalidade.

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