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Crime » "O teu fim vai ser o mesmo da tua mãe", disse a madrasta ao garoto Bernardo Em vídeo gravado no celular de Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, ameaça a criança e faz referências à mãe do menino. Família quer a reabertura do inquérito que afirma que ela se suicidou em 2010

Publicação: 29/08/2014 10:42 Atualização: 30/08/2014 14:38

A íntegra do vídeo da briga familiar em que Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, recebe ameaças da madrasta, Graciele Ugulini, na casa onde viviam em Três Passos (RS), com a suposta conivência do pai, Leandro Boldrini, foi divulgada ontem. Em um dos momentos da discussão, Graciele chega a dizer para o menino: “O teu fim vai ser o mesmo da tua mãe”. A avó materna da vítima, Jussara Uglione, quer usar o vídeo para pedir a reabertura do inquérito da morte da mãe de Bernardo, Odilaine Uglione, que, de acordo com a polícia, cometeu suicídio na clínica de Boldrini e deixou uma carta de despedida, em 10 de fevereiro de 2010.

A gravação foi revelada na última terça-feira durante a primeira audiência do caso. A polícia e o Ministério Público consideram que o vídeo de 28 minutos reforça a convicção de que Leandro sabia e participou do assassinato do filho. O casal, uma amiga de Graciele, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, e o irmão dela Evandro Wirganovicz estão detidos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

As imagens mostram que, quando o menino começou a gritar por socorro, o casal estava no quarto com a meia-irmã de Bernardo. Boldrini levanta da cama e sai. Na imagem, aparece a mão de Graciele mexendo em uma coberta, provavelmente na tentativa de encobrir o celular. O aparelho pertence ao pai. Ao fundo, é possível escutar Leandro tentando mediar a briga entre o filho e a madrasta. “Vocês querem me matar!”, diz mais de uma vez Bernardo. Enquanto o menino grita e é xingado por Graciele, ela dedica atenção à filha de um pouco mais de um ano, que está na cama.

Desde que Bernardo foi encontrado morto, em abril deste ano, a família sustenta que a mãe do garoto foi assassinada. O advogado de Jussara, Marlon Balbon Taborda, aponta falhas no inquérito que colocariam Boldrini como o principal suspeito. Entre os questionamentos, estão divergências quanto ao local da lesão no crânio de Odilaine; existência de lesões na vítima e em Leandro; vestígios de pólvora na mão esquerda da vítima, que era destra; ausência de exame pericial em Boldrini; e a própria morte do garoto.

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