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Distrito Federal » Invasores de terra pública agora utilizam contêiner como casa A Polícia Civil e a Agência de Fiscalização investigam prováveis invasão e parcelamento irregular de solo em área próximo do Condomínio Lago Sul. Os ocupantes usam instalações, que funcionam como residência, e afirmam que são proprietários do terreno a há mais de 20 anos

Correio Braziliense

Publicação: 28/08/2014 10:08 Atualização:

Altiplano Leste: contêiner conta com energia elétrica e caixa d'água e funciona como residência. Foto: Roberta Pinheiro/CB/D.A. Press
Altiplano Leste: contêiner conta com energia elétrica e caixa d'água e funciona como residência. Foto: Roberta Pinheiro/CB/D.A. Press
Há anos, o combate à indústria da grilagem de terras no Distrito Federal é feito pela Polícia Civil do DF, pela Agência de Fiscalização (Agefis) e pela Secretaria da Ordem Pública e Social do DF (Seops). Agora, os antigos barracos de tapume foram substituídos por contêineres —pequenas caixas de metal que ficam camufladas no meio dos terrenos. A nova suspeita de parcelamento irregular do solo foi verificada pelo Correio na área do Altiplano Leste, próxima ao Condomínio Lago Sul, no Lago Sul.

No local, além da vegetação queimada, existem três contêineres, e dois deles funcionam como residência, com luz e caixa d’água. O outro estava fechado. Um dos moradores esclareceu que o terreno era da família havia mais de 20 anos, mas somente agora, há dois meses, eles decidiram tomar conta. Sobre a estrutura usada como casa, informou que a falta de dinheiro naquele momento fez a família optar por uma solução mais barata. Além disso, ao longo do terreno é possível ver demarcações de lotes.

Os telefones fixados no contêiner facilitaram o contato da reportagen. O pai do proprietário respondeu que era dono da área há anos e que a estrutura funcionava como apoio para uma obra que será iniciada em breve.

A Secretaria da Ordem Pública e Social do DF (Seops) informou, por meio da assessoria de imprensa, que recebeu a denúncia de ocupação irregular do solo na região do Altiplano Leste, próximo ao Condomínio Lago Sul, pelos meios de comunicação. Entre esta semana e a próxima, uma equipe averiguará a situação do local. De acordo com o órgão, tudo indica que se trata de uma área irregular, mas qualquer ação será tomada apenas após análise. Confirmada a suspeita de invasão, será necessário um equipamento específico para lidar com os contêineres.

Desde 2007, o GDF e o Ministério Público firmaram um termo de ajustamento de conduta que tornou irregular qualquer construção recente na área. O que foi construído em anos anteriores (antes de 2007) passaria por processo de regularização. A pasta informou que, de janeiro a julho deste ano, realizou 18 operações na região do Paranoá. Ao todo, foram 39 casas derrubadas, seis alicerces retirados e 27 quilômetros de muros e cercas destruídos.

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