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Abdelmassih » Apesar de ser acusado de crimes sexuais, ex-médico recebeu ajuda de amigos para se sustentar

Agência Estado

Publicação: 25/08/2014 08:58 Atualização: 25/08/2014 10:00

Twitter/Secretaria Nacional de Antidrogas do governo Paraguai/divulgação (Twitter/Secretaria Nacional de Antidrogas do governo Paraguai)
Twitter/Secretaria Nacional de Antidrogas do governo Paraguai/divulgação

Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público apontam que um dos suspeitos de enviar dinheiro ao ex-médico Roger Abdelmassih, preso no Paraguai na semana passada, é Ruy Marco Antonio, ex-dono do Hospital São Luís, em São Paulo. Ele teria participado de um esquema de rede de proteção e envio de recursos para sustentar o ex-médico e a mulher, Larissa Sacco, além de um casal de gêmeos, de 3 anos. As informações foram divulgadas ontem pelo programa Fantástico, da Rede Globo, que não conseguiu contato com Antonio.

A investigação aponta que ele era amigo de Abdelmassih e entregava dinheiro vivo a Sérgio Molina Júnior, administrador da empresa Agropecuária Colamar, que tem como um dos proprietários a mulher do preso. Os investigadores acreditam que Molina Júnior depositava dinheiro na empresa agropecuária e outro amigo de confiança do ex-médico, Dimas Campelo Maria, era o responsável por sacar o dinheiro e levar até Foz do Iguaçu. O Ministério Público afirma que ele foi nove vezes até a fronteira do Paraguai entre março do ano passado e maio de 2014. Há suspeita de que tenha se encontrado pessoalmente com Abdelmassih.

Ele negou as acusações. Os outros envolvidos na denúncia não foram encontrados, tampouco a Agropecuária Colamar.

Remédios

Já uma reportagem do Domingo Espetacular, da TV Record, revelou a participação de Dimas Campelo Maria como secretário do ex-médico e administrador da Colamar. Ele cuidaria de uma empresa de fachada de Abdelmassih, em Jaboticabal, no interior de São Paulo, que foi passada para o nome de Elaine Sacco Khouri irmã de Larissa Sacco. Seria Maria quem levava dinheiro, remédios e outros itens para o ex-médico no Paraguai.

Ainda segundo o Domingo Espetacular, que citou as investigações do Ministério Público, quatro pessoas tinham celulares para que o ex-médico pudesse ligar quando quisesse: Maria, irmã do preso; o secretário Dimas; um administrador da fazenda da família em Avaré; e um psiquiatra, que atenderia o foragido por telefone.

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