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Manifestação » Polícia Militar usa spray de pimenta após sindicalistas invadirem Caesb Eles reivindicam reajuste salarial de 18% e chegaram a entrar em greve em maio

CorreioWeb

Publicação: 22/08/2014 15:30 Atualização:

Na manhã desta sexta-feira (22), o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Oto Silvério Guimarães Júnior, passou cerca de 40 minutos preso dentro de seu próprio gabinete na sede da companhia. Manifestantes do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Distrito Federal (Sindágua) invadiram o prédio e impediram Oto de deixar o local.

Outras pessoas que estavam na sala no momento da invasão, quando ocorria uma reunião entre diretores da Caesb e do Sindágua, saíram do prédio e a equipe de segurança do local chamou a Polícia Militar (PM). Após fazer uso de spray de pimenta e dispersar as pessoas que estavam no local, a PM escoltou Oto para fora do prédio.

A categoria reivindica, entre outros pontos, reajuste salarial de 18% e alega que a gestão da Caesb sonega dados financeiros. Eles ficaram paralisados entre 19 de maio e 3 de julho por conta disso e só voltaram aos trabalhos porque o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) estabeleceu multa de R$ 100 mil por dia caso não voltassem à ativa.

A Assessoria de Comunicação da Caesb emitiu uma nota oficial. O texto segue abaixo, na íntegra:

Assessoria de Comunicação da Caesb informa que, no final da manhã de hoje (22/8), a sala de reunião da Presidência da Companhia foi invadida por um grupo de empregados, convocados e coordenados pelo Sindágua, sindicado que representa os trabalhadores da Empresa. O grupo, cerca de 20 pessoas, interrompeu a reunião de negociação que estava acontecendo entre a Diretoria da Caesb e a Diretoria do Sindágua, fazendo ameaças ao presidente Oto Silvério Guimarães Júnior.

Toda a Diretoria da Caesb teve que se retirar da sala para não correr risco de ser agredida pelos manifestantes. O presidente Oto tentou deixar a sala, pelo elevador privativo, mas foi impedido pelo grupo e obrigado a retornar ao Gabinete, onde ficou refém por cerca de 40 minutos. Oto só conseguiu deixar a sede da Caesb com apoio da Polícia Militar, que teve de intervir inclusive jogando spray de pimentas nos manifestantes.

O sindicato está, neste momento, horário de almoço dos empregados, com o carro de som à frente da sede e fechando o portão que dá acesso à Companhia. A circulação de veículos e pessoas só está sendo feita pelo portão de saída, que está protegido pela Polícia Militar. A Procuradoria Jurídica da Caesb anunciou que tomará as medidas judiciais cabíveis.

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