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Saúde » Pesquisa aponta que 92% da população dá nota abaixo de 7 para a saúde Maioria defende que o setor tem de ser prioridade para o governo

Ana Pompeu - Correio Braziliense

André Shalders - Correio Web

Publicação: 20/08/2014 08:30 Atualização: 20/08/2014 09:24

Pelo menos nove em cada 10 brasileiros se dizem insatisfeitos com o sistema de saúde do país, tanto público quanto privado. Pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que 92% dos entrevistados consideram os serviços regulares, ruins ou péssimos. Os maiores motivos de reclamações são o difícil acesso e o tamanho das filas de espera. Em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS), 87% das pessoas fazem uma avaliação negativa, classificando os serviços com notas de 0 a 7, conforme divisão estipulada na pesquisa. Entretanto, uma vez que o paciente consegue ser atendido, ele considera ser recebido com qualidade pela rede pública. Em todos os segmentos de renda, gênero e escolaridade, a saúde foi escolhida como o setor que merece mais atenção do governo para 57% dos entrevistados — educação fica em segundo lugar, com 18%.

De acordo com o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Ávila, os dados mostram o que a categoria critica há anos. “No nosso meio, temos a certeza de que a saúde não está satisfatória e é até mesmo prejudicial — como quando um paciente precisa de hemodiálise e não consegue marcar uma data. Mas, toda vez que falamos isso, somos taxados de corporativistas”, afirmou. “Não somos nós, médicos, que continuamos a dizer que a insatisfação é muito grande”, completou. O SUS é avaliado com notas de 0 a 4 por 54% dos entrevistados. Quando o sistema privado é incluído, a avaliação piora. Cerca de 60% das pessoas aplicaram notas até 4.

No levantamento , mais da metade dos entrevistados relatou ser difícil ou muito difícil conseguir o serviço pretendido na rede pública, principalmente quando se trata de cirurgias (67%), procedimentos específicos, como hemodiálise e quimioterapia (56%), e atendimento domiciliar (55%). Ao mesmo tempo, 57% dos entrevistados disseram ser fácil ou muito fácil conseguir medicamentos distribuídos gratuitamente.

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