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Crise da água » Júri condena a 57 anos pintor que estuprou e matou irmãs

AE

Publicação: 15/08/2014 16:36 Atualização:

O pintor acusado de estuprar e matar as irmãs Yoshifusa foi condenado a 57 anos de prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, nesta quinta-feira (14) por homicídio triplamente qualificado e estupro. Antônio Carlos Rodrigues da Silva Júnior foi considerado culpado por júri que durou cerca de oito horas.

O crime aconteceu em 11 de novembro de 2011 na casa em que as vítimas - a estagiária Renata de Cássia Yoshifusa, de 21 anos, e a estudante Roberta Yuri Yoshifusa, de 16 anos - moravam, em Vila Oliveira, bairro nobre de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Era início de noite e as duas jovens estavam sozinhas com o pintor, empregado da família havia 15 anos.

O caso
À época, Silva Júnior disse não se lembrar do que aconteceu, mas após cair em contradição, teria confessado o crime à polícia. "Cinco minutos de loucura", alegou na ocasião. Ao júri, o pintor voltou a confessar o assassinato das irmãs, mas negou que as tenha violentado.

Em depoimento, afirmou que conversava com Renata na sala, quando passou mal. Então, foi à cozinha tomar um copo de água, momento em que teria sofrido "um apagão". Depois, apanhou um castiçal com a mão esquerda e uma faca com a direita. Silva Júnior falou que Renata estava sentada no sofá, quando foi esfaqueada no pescoço. Pouco depois, Roberta teria aparecido na escada e também foi atacada.

O pintor teria posto o corpo de Renata sobre a mesa e deixado o da irmã mais nova no chão da cozinha. Depois, usou a faca para rasgar o vestido de Roberta. "Deixei nua, mas não fiz nada. Depois liguei para a polícia", disse. Os corpos das irmãs foram encontrados pelo pai delas, o comerciante Nelson Yoshifusa, dentro da cozinha. No local, a polícia também encontrou as roupas usadas pelo pintor, sujas de sangue.

O réu confessou ainda ter se ferido com a própria faca. Na primeira versão relatada à polícia, Silva Júnior havia dito que três rapazes entraram na casa e agrediram as jovens. Ele também teria sido atacado, ao tentar defendê-las, mas conseguiu fugir e se refugiar no banheiro, de onde telefonou para a polícia. Segundo policiais, o próprio cenário do crime desmentia o relato já que não havia sinais de arrombamento na casa.

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