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Inquérito » Jogador do Flamengo nega ter dado carro a policial de milícia carioca

Agência Brasil

Publicação: 14/08/2014 20:58 Atualização:

O jogador Luiz Antônio de Souza Soares, do Flamengo, nega ter presenteado com um carro o policial civil apontado como integrante de uma milícia que atua na zona oeste do Rio de Janeiro. Após prestar depoimento na Delegacia de Repressões às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), na tarde de hoje (14), o volante admitiu, contudo, que conhece Alexandre da Rocha Antunes, preso durante a operação que desarticulou um dos braços da quadrilha na última quinta-feira (7).

As investigações da polícia apontam que Luiz Antônio teria presenteado um dos integrantes da quadrilha com o carro, e seu pai teria prestado queixa do roubo do veículo, para então receber o valor do seguro. "Eu não dei [o carro]. O carro foi roubado com meu pai dentro. Meu carro foi roubado, e o seguro foi pago normalmente. Se eu pago o seguro, eu tenho que receber. O roubo realmente aconteceu, e eu acionei o seguro", explicou o jogador.

Na saída da delegacia, Luiz Antônio afirmou não ter ligação com a milícia conhecida como Liga da Justiça, apesar de conhecer Alexandre Antunes. "Não tenho nenhuma relação [com essa milícia]. Eu conheço ele [o policial civil], mas não sabia que ele participava disso. Ele andava comigo, irmão de criação é como ele se apresentava. Eu nunca ia acreditar que um policial civil na ativa ia estar no meio disso. Ele andava comigo normalmente como um amigo", disse.

O pai do jogador, Luiz Francisco Soares, que também era esperado na delegacia para prestar depoimento, não compareceu. O delegado Alexandre Capote espera que o pai se apresente amanhã (15) para prestar esclarecimentos. "O depoimento do pai dele é fundamental. Infelizmente, ele não se apresentou hoje, apesar de regularmente cientificado. Quero crer que ele se apresente amanhã", disse Capote.

O delegado disse que as informações passadas pelo jogador, no depoimento de hoje, serão confrontadas no inquérito policial para checar a veracidade. "Foi um passo importante no inquérito policial, e a partir disso vamos tomar um conjunto de providências visando a encerrar as investigações em um prazo inicial de 30 dias", declarou Capote.

No último dia 7, a Polícia Civil desarticulou parte da milícia formada por ex-policias militares e outros que ainda atuam na segurança pública, além de um bombeiro e do policial civil. A milícia é acusada de controlar seis condomínios do Minha Casa, Minha Vida, programa de habitação popular do governo federal. As investigações apontam que os integrantes da quadrilha cobravam taxas em troca de serviços, e os moradores que se recusavam a pagar eram expulsos de seus imóveis. Os apartamentos eram, então, alugados ou vendidos irregularmente.

A operação da Polícia Civil prendeu 19 pessoas das 27 que tinham mandado de prisão a cumprir. Todas são suspeitas de praticar crimes como roubo, tortura, ocultação de cadáver, constrangimento ilegal e injúria.

 

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