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Minas Gerais » PM lança folhetos pelo helicóptero na ocupações avisando sobre ação de despejo

Tiago de Holanda

Publicação: 12/08/2014 10:19 Atualização:

Moradores de ocupações se acorrentaram nas grades do Palácio da Liberdade na manhã de ontem. Foto: Tulio Santos/EM/D.A. Press
Moradores de ocupações se acorrentaram nas grades do Palácio da Liberdade na manhã de ontem. Foto: Tulio Santos/EM/D.A. Press

Helicópteros da Polícia Militar sobrevoaram nessa segunda-feira à noite as ocupações da Mata do Isodoro, no Granja Werneck, Norte da capital, e despejaram panfletos para orientar os invasores a deixar o terreno de forma pacífica. A informação da PM é de que ação faz parte do processo de comunicação com os ocupantes que antecede o cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse, de forma a evitar o contato físico. À tarde, 400 militares que vieram do interior para reforçar a operação de desocupação receberam as instruções finais.

Numa tentativa de adiar a desocupação do terreno, lideranças dos moradores das ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão, por meio do Ministério Público, iriam enviar ofício ainda à noite ao Tribunal de Justiça, para suspender por 30 dias a reintegração. A expectativa era de que o presidente do TJ, Pedro Bitencourt, prorrogasse a ação policial, prevista para qualquer momento.

Depois de três horas de reunião na sede do MP, comandada pela procuradora de Justiça Gisela Saldanha, as lideranças dos moradores demonstraram temor de que os ocupantes do terreno resistam à ação policial. “Inicialmente, pedimos o adiamento da reintegração por 30 dias, prazo para que se faça o cadastro sócio-econômico das famílias na área. Estamos propondo também a redução da área ocupada das três comunidades e dos lotes”, resumiu a coordenadora da ocupação Esperança, Edna Gonçalves Lopes, que fez um apelo. “Queremos sair, porém, de forma negociada”.

Moradores de invasões na Granja Werneck estão desde a manhã de ontem em frente ao Palácio da Liberdade, na Praça da Liberdade. Eles querem a suspensão da ordem judicial de reintegração de posse da área, também conhecida como Isidoro.

O grupo se instalou em frente ao palácio. Segundo a PM, eram cerca de 100 pessoas. Foram fixadas faixas nas grades e cerca de 20 pessoas se acorrentaram em frente aos portões. Os manifestantes obstruíram três faixas da via em frente, deixando apenas duas para o tráfego e causando lentidão no trecho. Depois de negociação com a polícia, aceitaram liberar mais uma faixa.

Os moradores das invasões Vitória, Esperança e Rosa Leão eram apoiadas por membros das Brigadas Populares e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). “Ficaremos dias aqui, se for preciso, até que a ordem de desejo seja suspensa. Queremos que haja negociação por uma saída conciliada, que deve contemplar o direito à moradia. Uma remoção forçada pode causar uma tragédia”, disse um dos líderes e membro das Brigadas, Rafael Bittencourt. “O despejo não dá nenhuma alternativa digna para essas famílias. Elas não têm para onde ir”, disse um membro do MLB, Leonardo Péricles. 

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