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Sem explicações » "Só pode ser um louco", diz mulher que levou tiro de motoqueiro em Goiânia Um homem de jaqueta escura e capacete preto aproximou-se, pediu para ela ficar quieta e disparou um tiro em 26 de julho deste ano

João Valadares - Correio Braziliense

Publicação: 08/08/2014 08:56 Atualização:

A vítima levou um tiro nas costas e, segundo os médicos, por um centímetro, não ficou tetraplégica. Ela ainda está sem o movimento de uma das pernas. Foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press (Minervino Júnior/CB/D.A Press)
A vítima levou um tiro nas costas e, segundo os médicos, por um centímetro, não ficou tetraplégica. Ela ainda está sem o movimento de uma das pernas. Foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press

Em 26 de julho deste ano, um sábado, uma jovem de 18 anos, que prefere não se identificar, estava conversando com amigas num espetinho no bairro Jardim América, em Goiânia. Um homem de jaqueta escura e capacete preto aproximou-se, pediu para ela ficar quieta e disparou um tiro. A bala a atingiu nas costas. Nada foi levado. Em entrevista à reportagem, no Hospital de Urgência de Goiás (Hugo), ela informou que não entende até hoje o motivo do crime.

Como ocorreu a abordagem?
Eu estava num espetinho, no Jardim América, com uma prima e uma amiga. Em determinado momento, minha prima falou que iria ao banheiro. Ficamos nós duas conversando. Eu vi um vulto se aproximando. Virei a cabeça naturalmente e olhei.

Ele já disparou a arma neste momento?
Não. Quando virei, dei de cara com ele. Estava de jaqueta preta e capacete preto. Logo percebi que estava armado. Ele falou para eu ficar quieta.

Qual foi sua reação neste momento?
Fiquei de costas.

Ele chegou a anunciar o assalto?
Não pediu absolutamente nada e atirou nas minhas costas. Eu caí no chão imediatamente. Neste momento, minha amiga saiu correndo. Ele foi atrás dela e disparou outras duas vezes. Sorte que nenhum tiro atingiu minha amiga. Eu não vi direito porque estava no chão. Logo depois disso, ele escapou numa moto escura.

Ele parecia tranquilo ou estava tenso durante a abordagem?

Lembro bem dos olhos arregalados. Ele era alto, magro e branco.

Você acha que foi atacada por algum motivo específico?
Não tem nenhum motivo. Nunca fui ameaçada por ninguém. Nem eu e nem ninguém próximo a mim. Eu acho realmente que ele só pode ser um louco. Eu estava com o celular e a carteira na mão. Ele não levou nada.

Você foi atingida nas costas. Já consegue andar normalmente?
Ainda não. Por enquanto, estou sem o movimento de uma das pernas. Mas poderia ter sido bem pior. Os médicos falaram que, por um centímetro, eu não fiquei tetraplégica. A recuperação é lenta. Hoje (ontem) vomitei. Mesmo neste momento terrível, Deus me ajudou. Graças a ele, estou aqui.

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