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Sem explicação » Assassinato de jovem em agosto do ano passado ainda é mistério Garota de 18 anos foi morta na periferia da cidade da mesma forma que as 12 vítimas deste ano. Parentes até hoje não entendem o motivo. Força-tarefa se esforça para expedir novos mandatos de prisão

João Valadares - Correio Braziliense

Publicação: 08/08/2014 07:42 Atualização:

Manoel Ferreira, tio de Edmília, mostra o local em que um motociclista deu um tiro na cabeça dela. Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press (Minervino Junior/CB/D.A Press)
Manoel Ferreira, tio de Edmília, mostra o local em que um motociclista deu um tiro na cabeça dela. Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press

Edmília Ferreira Borges, 18 anos. Este nome não consta na lista dos 15 assassinatos de mulheres investigados por uma força-tarefa implementada pela Polícia Civil de Goiás no sábado passado. Faz um ano que a jovem levou um tiro na cabeça sem absolutamente nenhuma explicação. Até hoje, a polícia não informou à família quem é o assassino e nem quais foram as motivações do crime.

Na tarde de ontem, o tio da garota, acompanhado pela equipe do Correio, voltou ao local do assassinato. “Fiz questão de encontrar com vocês aqui exatamente onde ela foi assassinada. Não podemos esquecer o que aconteceu”, diz o tio de Edmília, Manoel Ferreira, 44 anos, apontando para o ponto em que a sobrinha caiu após ser atingida.

Edmília morava na Bahia e tinha ido com a mãe passar as férias na casa do tio, no bairro de João Braz, periferia de Goiânia. Havia passado no vestibular e começaria o curso de administração de empresas assim que retornasse. No dia do crime, ela saiu para passear na Praça da Lagoa, no bairro de João Braz, em Goiânia, com uma prima de 11 anos. Por volta das 14h, sentaram-se em um banco para descansar. O criminoso, numa motocicleta de cor azul escuro, se aproximou e perguntou pelo celular das duas. Não deu tempo nem de responder.

O assassino atirou na cabeça da vítima. A prima de 11 anos ainda foi atingida de raspão. “Ele voltou para a moto e fugiu na contramão”, lembra o tio. Ele diz que a família não sabe por que ela foi assassinada. “Nem a polícia sabe. Não há um motivo. Ela nem era daqui. Não conhecia ninguém”, afirmou. Ele não soube responder se acredita que o assassinato da sobrinha esteja relacionado com a onda de homicídios de mulheres ocorrida na cidade. “A gente não sabe. A única coisa que posso dizer é que não encontramos uma justificativa. Eles dizem que estão investigando, mas não sabemos nada. Fomos ouvidos na época e, até agora, ninguém foi preso.”

Investigação

Ontem, delegados da força-tarefa concentraram os esforços para coletar provas e realizar novos pedidos de prisão preventiva à Justiça. Estão fechando os dados completos de três suspeitos. Das 12 mulheres assassinadas em Goiânia, em circunstâncias aparentemente semelhantes, oito foram mortas por criminosos diferentes. É o que aponta a investigação desenvolvida pela Polícia Civil até o momento. O Correio teve acesso aos detalhes da apuração por fontes da Secretaria de Segurança Pública e confirmados por pessoas do governo.

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