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Violência » Enquanto polícia busca respostas, Goiânia exige fim da morte de mulheres População se mobiliza para cobrar celeridade nas investigações. Família de vítima oferece recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão do suspeito

Correio Braziliense

Publicação: 06/08/2014 15:43 Atualização:

Imagem divulgada pela Polícia Civil mostra suspeito de ter atirado em Ana Lídia, 14 anos, morta no último sábado. Foto: Polícia Civil/ Divulgação
Imagem divulgada pela Polícia Civil mostra suspeito de ter atirado em Ana Lídia, 14 anos, morta no último sábado. Foto: Polícia Civil/ Divulgação
Sete meses após o primeiro de uma série de 12 crimes com características semelhantes em Goiânia, a Polícia Civil segue sem explicações. Nenhuma hipótese é descartada, entre elas, a de que um serial killer esteja agindo na cidade. O superintendente de Polícia Judiciária do estado, Deusny Aparecido Silva Filho, afirma que há suspeitos e, inclusive, mandados de prisões foram expedidos, mas ainda não cumpridos. Enquanto a polícia tenta elucidar o mistério, a população de Goiânia está apavorada e com medo de sair às ruas. Até mensagens de celular se alastraram de maneira viral alertando sobre a existência de um criminoso. Apesar de não ter dado nenhuma recomendação oficial, Deusny orientou as mulheres que evitem locais ermos, hostis ou andem sozinhas.

Diversos grupos se mobilizam para cobrar celeridade nas apurações e a prisão do responsável pelos crimes. Amanhã, o Fórum Goiano de Mulheres fará um ato público para marcar o oitavo ano da Lei Maria da Penha, que prevê punição para a violência domiciliar, e aproveitará para cobrar respostas aos crimes. Nas redes sociais, parentes e amigos das vítimas se manifestam e pedem Justiça. Com a confirmação virtual de 31,5 mil pessoas, até a noite de ontem, outro protesto está previsto para acontecer no sábado.

Para reforçar a esperança, a família da assessora parlamentar Ana Maria Duarte, 26 anos, morta em 14 de março, também decidiu ir além da investigação policial e está oferecendo recompensa de R$ 10 mil por informações. Pela internet, a irmã de Ana Maria, Lívia Fiori, postou uma mensagem divulgando a recompensa e disse que os relatos podem ser feitos ao Disque Denúncia ou na própria delegacia. A família quer informações precisas e diz que o dinheiro será repassado ao informante imediatamente após a prisão do criminoso.

Ana Maria foi uma das primeiras vítimas do criminoso. Ela estava em uma lanchonete com o namorado e uma amiga quando um homem de capacete escuro se aproximou e pediu que o grupo entregasse os celulares. Antes de eles darem o objeto, o bandido disparou contra a assessora parlamentar. O assassinato ocorreu em um dos bairros mais nobres de Goiânia, o Setor Bela Vista.

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