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Educação » Justiça derruba sonho de estudantes que foram aprovados após erro do Cespe Maioria dos candidatos classificados no vestibular da ESCS depois da falha abriram mão da vaga por conta da demora no julgamento de liminares

Correio Braziliense

Publicação: 04/08/2014 15:25 Atualização:

No início do ano, o erro do Cespe motivou protestos de quem foi prejudicado: aulas acabaram suspensas e muitos estudantes entraram na Justiça. Foto: Breno Fortes/CB/D.A. Press
No início do ano, o erro do Cespe motivou protestos de quem foi prejudicado: aulas acabaram suspensas e muitos estudantes entraram na Justiça. Foto: Breno Fortes/CB/D.A. Press
Duas listas de aprovados com nomes diferentes mudaram a dinâmica de uma das melhores faculdades de medicina e de enfermagem do Distrito Federal. Quatro meses depois do erro cometido pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), muitos dos 58 estudantes classificados erroneamente desistiram da tão sonhada vaga na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Apenas 16 ainda se mantêm em sala de aula por causa de liminares, que vão sendo derrubadas, uma a uma, ao longo do semestre. Na época da crise, a ESCS suspendeu as atividades, que foram retomadas pouco depois, com mais alunos do que a instituição pode suportar.

Com um ano de cursinho, Lúcio Henrique Correia Lopes, 18 anos, conseguiu passar na primeira lista da ESCS. O jovem morava em Goiânia e transferiu toda a vida para Brasília: alugou apartamento com amigos, comprou livros, uniforme, começou as aulas. Ele deu entrada em liminar contra a instituição que acabou considerada inválida pelo colegiado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). “O que me deixa muito triste é que eu era o próximo da lista de espera. Caso alguém desistisse, teria garantido a vaga”, lamenta.

Sem perspectiva de voltar para a faculdade, Lúcio encara uma nova velha realidade: voltou ao cursinho. “Estou muito desanimado. A minha convivência com o pessoal da ESCS ainda é grande, então não é algo que seja fácil de desligar. Pensei em desistir, mas não faz sentido tentar outra coisa, então, vou insistir”, afirma. Diferentemente de alguns colegas desclassificados, ele não desistiu da instituição de ensino, porque sempre sonhou em estudar lá, onde o irmão mais velho se formou. “Erros acontecem. Apesar de tudo, acredito que essa é uma questão de crescimento e construção pessoal”, garante.

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