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Distrito Federal » Áreas de preservação ambiental são alvo constante de invasões e grileiros Nem compromisso com a Unesco, firmado em 1993, garante a proteção de zonas fundamentais para a conservação do cerrado

Ariadne Sakkis - Correio Braziliense

Publicação: 03/08/2014 08:59 Atualização:

Desde 1993, um acordo entre o GDF e a Unesco garante, no papel, a preservação da área. Foto: Breno Fortes/CB/D.A PRESS
Desde 1993, um acordo entre o GDF e a Unesco garante, no papel, a preservação da área. Foto: Breno Fortes/CB/D.A PRESS
O compromisso firmado entre o governo local e o organismo internacional em 1993 deveria garantir a preservação de zonas fundamentais para a conservação do cerrado, bem como a qualidade de vida de Brasília. A realidade, entretanto, está longe de cumprir o acordo. As invasões avançam livremente sobre as zonas que deveriam estar sob proteção.

Esqueça os casebres de tapumes e lonas. Atrás dos Conjuntos 4 e 5 da Quadra 13 do Park Way, a construção civil clandestina corre solta. Inserido na Área de Proteção Ambiental Gama e Cabeça de Veado — zona-tampão da Reserva de Biosfera do Cerrado — , o Núcleo Rural Coqueiro data de 1953, mas viu as características de ocupação mudarem drasticamente nos últimos anos. De pequenas chácaras, o local vem se transformando em parcelamentos urbanos, colocando em risco a preservação dos córregos que abastecem o sistema do Lago Paranoá.

O retalhamento, apesar de antigo, se apressa intensamente. No último ano, a construção de casas de alvenaria ganhou ritmo acelerado. O Correio esteve no local na última sexta-feira e constatou caminhões transportando materiais para erguer novas residências ou finalizar obras inconcluídas. Entre as chácaras 45 e 49, há quem tenha comprado uma fatia de terra por R$ 10 mil. É o caso de um casal que conversou com a reportagem sem se identificar. Antes, eles moravam de aluguel em outras casas da região. Os dois não dizem quem vendeu o lote.

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