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Investigação » Delegado procura testemunhas que viram menino ser atacado por tigre

Agência O Globo

Publicação: 01/08/2014 21:03 Atualização:

O delegado Denis Zortea, responsável pela investigação do caso do menino de 11 anos atacado por um tigre no zoológico de Cascavel (500 km de Curitiba), fez um apelo nesta sexta-feira (1) para que frequentadores que testemunharam a tragédia compareçam para prestar depoimento. Até o final da manhã, ninguém havia se apresentado à polícia, embora haja depoimentos dados à imprensa de pessoas que afirmaram ter alertado o pai do menino sobre a presença da criança junto a grade da jaula tentando dar comida ao animal.

O ataque aconteceu na tarde da última quarta-feira e resultou na amputação do braço direito do garoto na altura do ombro. O menino estava com o pai e o irmão de três anos em visita ao zoológico. Zortea afirmou que os depoimentos são importantes para esclarecer qual o tipo de responsabilidade eventual que o pai do garoto e também funcionários do zoo poderão ter no caso.

Uma das hipóteses é de que o pai possa responder por crime de lesão corporal de natureza grave (penalidade de dois anos a cinco anos de prisão), caso haja indícios de que ele permitiu que o garoto se aproximasse da grade da jaula do tigre.

O delegado disse que as entrevistas das testemunhas na imprensa não têm validade jurídica para o inquérito e que elas precisam se apresentar oficialmente à polícia para contar o que viram.

"O depoimento das testemunhas no inquérito é importante para a identificação da responsabilidade criminal do pai e eventual responsabilidade dos funcionários do zoológico que deveriam evitar que pessoas, entre elas crianças, tivessem acesso a área de risco", declarou Zortea.

O delegado tentou ouvir o pai do menino, Marcos do Carmo Rocha, 43, no hospital, mas ele estava em estado de choque. Em depoimento inicial, após o ataque, Rocha declarou na delegacia que cuidava do outro filho, de três anos, quando o menino deixou a companhia deles para se aproximar da grade da jaula de um leão e em seguida do tigre que o atacou. O pai do garoto deve ser indiciado por lesão corporal grave, segundo a polícia. O menino deve receber alta do hospital na semana que vem.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que em 38 anos de história o zoológico de Cascavel não teve registros de incidentes semelhantes envolvendo visitantes ou funcionários.

O médico veterinário Valmor dos Passos, responsável técnico pelo zoo, disse que a cerca de proteção colocada em frente à grade da jaula dos felinos ?tem estrutura e altura condizentes com as especificações do Ibama?. Passos afirmou também que o local está sinalizado com alertas de perigo e de orientação para que os frequentadores não deem comida aos animais.

A assessoria de imprensa do Hospital Universitário de Cascavel informou que o garoto de 11 anos encontra-se em estado de saúde estável e vem recebendo assistência psicológica.

Devido ao vazamento na internet de fotos do garoto ferido, a direção geral e clínica do Hospital informou também que encaminhará solicitação à reitoria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para abertura de sindicância na tentativa de identificar quem divulgou as imagens em redes sociais.

"O hospital, devido a sua função de ensino, permite que imagens de patologias possam ser retiradas com a finalidade científica, somente mediante autorização e consentimento, informado por escrito, previamente, pelo paciente ou seu representante legal", informou a assessoria.

O tigre foi retirado da jaula de exibição e está na área de manejo do parque.

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