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Brasília » Escola é condenada a indenizar pais de menina que morreu afogada em piscina O incidente ocorreu em 2001; o colégio foi condenado a pagar R$ 400 mil e deverá ressarcir também valores valores gastos com o tratamento psicológico dos pais

Publicação: 24/07/2014 12:00 Atualização:

Piscina onde Daniela Camargo Casali, 2 anos, morreu afogada durante uma aula de natação no colégio. Foto: Carlos Vieira/CB/D.A. Press
Piscina onde Daniela Camargo Casali, 2 anos, morreu afogada durante uma aula de natação no colégio. Foto: Carlos Vieira/CB/D.A. Press

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou uma escola na Asa Sul a pagar indenização por danos morais aos pais de uma menina que morreu afogada na piscina do colégio em 2011. O valor determinado pelo juiz de 1ª Instância - de R$ 250 mil - subiu para R$ 400 mil, por unanimidade. A escola deverá ressarcir também os valores gastos com o tratamento psicológico dos pais. Ainda cabe recurso da sentença em relação ao aumento do valor.

Daniela Camargo Casali, de 2 anos, morreu afogada durante uma aula de natação no colégio Dromos, na 609 Sul, na tarde de 8 de fevereiro de 2011. A criança estava no segundo dia na escola e participava da aula quando ocorreu o acidente. Após o afogamento, a menina foi socorrida por funcionários da escola. Daniela foi levada ao Hospital Santa Lucia, na Asa Sul, mas não resistiu.

Um laudo divulgado pela polícia três dias depois confirmou que a menina Daniela morreu por afogamento. O exame de corpo de delito não encontrou lesões ou pequenos machucados que indicassem escorregão, violência ou outras hipóteses.

À época, a diretora da escola, Amábile Pacios - então presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF) -, considerou o incidente uma fatalidade. "Normalmente oito profissionais acompanham as aulas de natação e, nesse início, por ser fase de adaptação, havia 12 professores, inclusive a coordenadora da escola", disse.

O juiz da 21ª Vara Cível de Brasília considerou defeituoso o serviço prestado pela escola, por não fornecer aos pais a segurança que esperavam diante dos riscos de manter crianças próximas a piscinas.

O caso também teve desdobramento em outra esfera: Duas funcionárias da escola respondem por homicídio culposo junto à 2ª Vara Criminal de Brasília.

A escola Dromos foi procurada pelo Correio/Diario e a coordenação informou que a unidade da Asa Sul foi fechada em 2011. A nova unidade funciona no Sudoeste e teve a diretoria e administração modificada, por isso a escola informou que não pode se posicionar sobre a condenação.

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