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Rigor » Esquecida durante a Copa do Mundo, Lei Seca vai voltar Campanha 'Sou pela vida' prende apenas um motorista e multa 16 em BH durante o Mundial - a média é de 36 detenções ao mês. PM promete retomada

Pedro Ferreira -

Publicação: 15/07/2014 10:07 Atualização:

Arte Estado de Minas
Arte Estado de Minas

Lei Seca na contramão da Copa do Mundo. Enquanto a realização do Mundial no Brasil levou ao aumento do consumo de bebidas alcoólicas, as operações específicas para flagrar motoristas embriagados praticamente desapareceram nas ruas de Belo Horizonte. Entre 12 de junho e 13 de julho, apenas uma pessoa foi presa por crime de trânsito, por estar com nível de álcool no sangue acima de 0,34 miligramas, em blitz da campanha Sou pela vida. Dirijo sem bebida”. A média histórica, desde que a lei começou a vigorar, em 14 de julho de 2011, é de 36 prisões por mês (1,2 por dia). O número de infrações, quando o motorista apresenta índice de álcool no sangue entre 0,05 e 0,33mg, também caiu de 87 casos por mês (média histórica) para 16 durante a Copa. As abordagens de veículos da Lei Seca caíram de 4.911 (nos 30 dias que antecederam a Copa) para 2.601.

O chefe de comunicação social da Polícia Militar, tenente-coronel Alberto Luiz, explica que a Lei Seca demanda apoio de efetivo e admite que durante o Mundial houve outras prioridades. “Tivemos empenhos específicos em razão desse grandioso evento, mas a Lei Seca também não deixou de ser um fato a ser verificado. Houve abordagem no trânsito, mas não um emprego exclusivo. Agora, retomaremos tudo como antes”, garante.

Segundo ele, muitos motoristas optaram pelo transporte público sabendo da liberação de bebidas alcoólicas no Mineirão: “Muita gente também usou o transporte solidário, o que reduziu muito a circulação de veículos. As pessoas estavam em casa assistindo aos jogos ou indo para o estádio em transporte público ou solidário, mesmo porque era difícil estacionar. Na Fan Fest (Expominas), o estacionamento era mínimo. As pessoas foram de metrô ou nos ônibus do Expresso Copa”.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social, embora apenas um motorista tenha sido preso nas operações da Lei Seca, policiais envolvidos em outras atividades flagraram condutores embriagados. No Detran-MG, foram 125 autos de prisão em flagrante delito por embriaguez durante o Mundial. O secretário Rômulo Ferraz informou que as blitzes da Lei Seca voltarão de forma gradual: “Nos próximos dias, será definido o modelo que será aplicado, garantindo a continuidade da fiscalização e sua compatibilização com a diminuição dos roubos”

Batalhão Copa

O Batalhão Copa, criado especificamente para os jogos do Mundial em Belo Horizonte, começou a ser desmobilizado ontem. O efetivo de PMs nas ruas aumentou de 6 mil para 13 mil e muitos que vieram do interior começaram a retornar às suas cidades. Pela manhã, o comandante geral da PM, Márcio Martins Sant’Ana, reuniu a tropa na Academia da PM para agradecer o desempenho deles. São 14 regiões de Minas que mandaram policiais para a capital, a maioria do setor administrativo, em torno de 100 a 150 militares de cada região.

 

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