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Definição » Com o fim do Mundial, abre-se o debate sobre o uso do Mané Garrincha Candidatos ao governo local citam alternativas como agenda de shows, jogos do Brasileirão, espaço múltiplo e até privatização

Thaís Paranhos - Correio Braziliense

Publicação: 14/07/2014 09:56 Atualização:

O Brasil de Neymar jogou duas vezes no estádio, uma delas com a Holanda de Robben: palco de estrelas. Foto: Ed Alves/CB/D.A. Press
O Brasil de Neymar jogou duas vezes no estádio, uma delas com a Holanda de Robben: palco de estrelas. Foto: Ed Alves/CB/D.A. Press
A arena que leva o nome do anjo de pernas tortas viu brilhar Neymar, Cristiano Ronaldo, Messi e Robben, a atual realeza do futebol. Mas, hoje, com o fim da Copa do Mundo no Brasil, a realidade bate à porta do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Em uma cidade sem grandes clubes ou torneios, é preciso pensar em maneiras múltiplas de usá-lo e justificar o alto investimento feito para erguê-lo. Até aqui, o governo promete a continuação dos eventos e de jogos do Brasileirão, sem revelar, no entanto, quantas partidas e quais serão as datas dos próximos.

Durante o Mundial, o mais caro e segundo maior estádio do país — perde apenas para o Maracanã — recebeu uma média de 68 mil torcedores. O público total nos seis primeiros jogos, sem incluir a disputa de terceiro lugar, chegou a 410.184, o segundo maior, outra vez atrás da arena do Rio de Janeiro. Desde a inauguração, em 18 de maio, o Mané Garrincha bateu recordes também no âmbito do campeonato nacional. O jogo Flamengo x Santos recebeu o maior número de pessoas e rendeu a maior renda. Resta saber se esses números continuarão altos.

O secretário extraordinário da Copa do Mundo de 2014, Cláudio Monteiro, afirmou que o uso do estádio continuará como antes da realização do Mundial. “Futebol, Campeonato Brasileiro, shows e eventos. O público vai continuar frequentando sem precisar sair de Brasília”, comentou. Ele lembrou também que Brasília receberá jogos de futebol das Olimpíadas de 2016 e da Universíade, as Olimpíadas Universitárias, em 2019.

Segundo Monteiro, a ideia é transformar o Estádio Nacional em um grande espaço, com lojas e restaurantes. Sem, no entanto, privatizá-lo, pelo menos até aqui. “Se levasse à privatização na época em que todos criticaram, o retorno seria diminuto”, defendeu. O secretário extraordinário da Copa adiantou que o governo e a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), a dona do Mané Garrincha, trabalham em conjunto para escolher a melhor forma de administrá-lo. “Será um grande centro de lazer e de entretenimento. Pode ser por meio de iniciativa pública ou privada, mas vamos dar sequência a esse projeto. Ele será usado em sua plenitude e vai agregar valor à economia da cidade”, detalhou.

Assim como o governo local faz mistério sobre os próximos eventos do Mané Garrincha, também não revela como poderá ser usado em prol dos atletas da cidade. A Federação Brasiliense de Futebol aguarda uma reunião com representantes do GDF para debater o uso da arena daqui para a frente. O secretário-geral da entidade, Helvécio Ferreira, avalia que o futebol do Distrito Federal precisa de reestruturação e de uma política para desenvolver o esporte, o que inclui o uso da arena. “Tínhamos uma questão grave de êxodo no futebol. Os nossos jovens estavam saindo em busca de oportunidades, mas, hoje, todos querem jogar no Mané. Até então, não tínhamos um estádio que nos representasse”, explicou.

Para Helvécio, o local deve continuar nas mãos do poder público e ser preservada para as partidas profissionais. “Não pode servir para o futebol amador. Temos ideias inovadoras de criar campeonatos para o DF como a Copa da República e a Copa Brasília, assim outros times podem vir jogar aqui. E o governo deve trazer o calendário esportivo nacional para a nossa cidade”, defendeu. Pelo que se tem hoje, segundo o secretário-geral da Federação, há uma dificuldade em organizar competições no DF devido à falta de infraestrutura.

Procurada pelo Correio, a Terracap informou que os dados sobre o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha estão concentradas na Secretaria Extraordinária para a Copa de 2014.

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