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Minas Gerais » Com o fim da Copa, efetivo da Polícia Militar nas ruas de BH cairá pela metade Dos 13 mil agentes, ficarão 6 mil. Autoridades dizem que estratégia dos últimos 30 dias, que integrou serviço de inteligência, uso de tecnologia e outros órgãos de defesa, será mantida

Pedro Ferreira -

Publicação: 11/07/2014 10:57 Atualização:

Policiais Militares fazem segurança em quarteirão fechado da Savassi, principal ponto de concentração de torcedores durante a Copa. Foto: Cristina Horta/EM/D.A. Press
Policiais Militares fazem segurança em quarteirão fechado da Savassi, principal ponto de concentração de torcedores durante a Copa. Foto: Cristina Horta/EM/D.A. Press

Mesmo com a redução do efetivo de 13 mil agentes durante a Copa para 6 mil depois, a Polícia Militar pretende manter a sensação de segurança e a prevenção de crimes nas ruas de Belo Horizonte com a integração aplicada no Mundial entre o serviço de inteligência, o uso de tecnologia e outros órgãos de defesa. “O Batalhão Copa contou com policiais que trabalham na administração ou que fazem cursos. A questão não é somente o número de policiais, mas como se empregam melhor os recursos, como inteligência e tecnologia”, afirma o chefe da comunicação social da PM, tenente-coronel Alberto Luiz.

O videomonitoramento usado nos últimos 30 dias será ampliado. “Temos muito mais câmaras espalhadas pela região metropolitana, e até o fim do ano teremos 900 câmaras. Hoje é um terço disso”, informa. Elas foram instaladas no entorno do Mineirão, na Savassi, nas avenida Abrahão Caram e Antônio Carlos e perto do Independência”, segundo ele.

Toda essa tecnologia será transferida para o Bairro Gameleira, na Região Oeste, onde é construído o Centro Integrado de Comunicação e Controle, que funcionou provisoriamente na Cidade Administrativa, durante a Copa. No próximo semestre, adiantou, mais 3,5 mil novos PMs deixam a academia para as ruas na capital e no interior do estado.

O secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, garante que os procedimentos policiais serão usados no dia a dia e em manifestações e atos de vandalismo, mas principalmente no combate à criminalidade. “A experiência adotada pela PM como patrimônio da Copa. As instituições devem lutar internamente para garantir essas condições, pois os resultados vieram de forma positiva”, avalia Ferraz.

Segundo ele, a criminalidade caiu em Belo Horizonte durante a Copa, e os resultados serão apresentados pela polícia nos próximos dias.

A integração de diversos órgãos de segurança pública, como Forças Armadas e polícias Federal e rodoviária, também é elogiada pelo comandante de Policiamento da Capital (CPE), coronel Ricardo Garcia Machado: “O policiamento ostensivo durante a Copa teve uma repercussão mundial positiva”.

Para o comandante-geral da PM, coronel Márcio Martins Sant’Ana, as lições foram muitas. “Os planejamentos anteriores, experiências internacionais e do próprio país, da Copa da Confederações, então, foram um somatório de experiências que trouxeram às instituições essa capacidade de dar respostas”, afirma o militar.

O coronel destaca também a atuação da PM durante os protestos: “Para cada tipo de manifestação, a gente aplica uma tática e uma estratégia diferente. Nesse período, também tivemos manifestações sociais, como a ocupação da Urbel e da Advocacia Geral do Estado.”

Ele destaca a tática completamente diferente usada pela Polícia Militar em relação a quem foi para as ruas protestar contra a Copa do Mundo e com grande probabilidade de prática de violência”.
O “envelopamento” para manter a ordem contra atos de violência deu certo, conforme o comandante “Dependendo do público e do cunho da manifestação, ela pode ser repetida”, garante.

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