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Acidente » Belo Horizonte: demolição de viaduto depende de permissão da polícia Desde o início da manhã de sábado (5) máquinas já estavam a postos para iniciar a demolição da estrutura, que será feita inclusive com uso de máquinas da Construtora Cowan, responsável pela obra

Publicação: 05/07/2014 20:52 Atualização: 05/07/2014 20:59

Vista aérea do desabamento do viaduto em obra de Belo Horizonte. Foto: Antônio José/Esp.EM/D.A Press
Vista aérea do desabamento do viaduto em obra de Belo Horizonte. Foto: Antônio José/Esp.EM/D.A Press
Uma força-tarefa montada para demolir o viaduto que desabou em Belo Horizonte aguarda autorização da Polícia Civil mineira para iniciar os trabalhos para retirada da estrutura da avenida Pedro I, na região da Pampulha. O Viaduto Guararapes ruiu na quinta-feira (3) causando as mortes de duas pessoas, deixando 22 feridas e interditando completamente a avenida, uma das mais movimentadas da cidade. Até o início da noite deste sábado (5), porém, a polícia não havia autorizado a demolição exigindo uma série de medidas para que os trabalhos sejam realizados, além da preservação de partes da obra para a conclusão da perícia já iniciada no local.

Desde o início da manhã de sábado máquinas já estavam a postos para iniciar a demolição da estrutura, que será feita inclusive com uso de máquinas da Construtora Cowan, responsável pela obra. Segundo a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), a estrutura poderá ser demolida em 24 horas, de forma mecânica - com o uso de maquinário ao invés de explosivos para cortar o concreto. O uso de explosivos foi descartado por causa da possibilidade de desabamento da outra alça do viaduto, que foi escorada por exigência da polícia para reduzir o risco de colapso, mas que também deverá ser demolida.

Segundo o coordenador da Comdec, coronel Alexandre Lucas, mesmo com a autorização da Polícia Civil o trabalho não será feito "às pressas" nem será realizado à noite para evitar "incômodo" aos moradores do entorno do viaduto. Os imóveis próximos passaram por vistoria, que descartou a possibilidade de desabamento das residências.

Uma das exigências da Polícia Civil é a preservação da área onde foi constatado um afundamento de seis metros de um dos três pilares de sustentação do viaduto. De acordo com Alexandre Lucas, o local está preservado em um raio de dez metros e ficará cercado por tapumes para que apenas os peritos tenham acesso à área.

Para a conclusão da perícia técnica ainda serão necessárias sondagens e análises do solo para tentar confirmar o que levou o pilar a afundar. A estrutura de sete metros era sustentada por cinco estacas de cada lado, com 22 metros cada. Parte dos trabalhos dos peritos é feito com uma espécie de scanner que reproduz a área em três dimensões para facilitar a compreensão do laudo que será elaborado.

Há urgência na demolição do viaduto por causa da necessidade de liberação da avenida Pedro I. Na terça-feira (8), o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, localizado na mesma região onde ocorreu o desabamento, receberá a partida entre Brasil e Alemanha e a avenida é uma das duas únicas vias de ligação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, com o centro da capital.

Ao desabar, o viaduto atingiu um micro-ônibus, um Fiat Uno e dois caminhões. A motorista do coletivo, Hanna Cristina, de 26 anos, e o condutor do Uno, Charlys Frederico Moreira do Nascimento, de 25, morreram na hora.

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