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Minas Gerais » Argentina morta em acidente na BR-381 não usava cinto de segurança Perícia preliminar aponta que jovem foi arremessada quando o veículo em que estava capotou. Motorista que causou acidente será indiciado por homicídio culposo

Guilherme Paranaiba -

Publicação: 03/07/2014 08:55 Atualização:

Doblò foi atingida por Golf em Oliveira: a jovem morta era filha de jornalista esportivo conhecido na Argentina. Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A. Press
Doblò foi atingida por Golf em Oliveira: a jovem morta era filha de jornalista esportivo conhecido na Argentina. Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A. Press

A Polícia Civil prendeu e indiciou por homicídio culposo Marcos Vinícius da Silva, de 21 anos, pelo acidente que causou a morte da designer de moda argentina María Soledad Fernández, de 26 anos, na Rodovia Fernão Dias, em Oliveira, no Centro-Oeste do estado, no início da madrugada de ontem. Filha do conhecido jornalista argentino esportivo Miguel Titi Fernández, que está no Brasil cobrindo a Copa, ela ganhou credenciais da Associação de Futebol Argentino (AFA) para vir ao Brasil.

Segundo a Polícia Rodoviária Fedral, Soledad seguia de São Paulo para BH em uma Doblò com os argentinos Juan Daniel Berazagueti, de 42, e Fernando Javier Bruno, de 44, quando o veículo foi atingido na traseira por um Golf preto com placa de São Paulo, no Km 619 da Fernão Dias. Desgovernado, o veículo dos argentinos saiu da pista. As marcas na estrada mostram que houve uma mudança brusca de faixa. Em seguida, já na valeta de escoamento de água, o carro capotou e ficou parcialmente destruído.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a perícia apontou preliminarmente que Soledad foi arremessada para fora do veículo por não usar cinto de segurança. Policiais rodoviários estranharam a saída de pista, porque o local é uma reta. “Fizemos uma ronda no entorno e encontramos um veículo com avaria na frente em um posto próximo do acidente”, informou um policial. Ninguém foi encontrado dentro do carro, mas os agentes flagraram dois homens tentando fugir a pé e prenderam ambos.

Marcos Vinícius dirigia o veículo ao lado de Rafael Costa Campos, de 23, dono do veículo. Na delegacia, a dupla alegou que estava a 120km/h, acima dos 110km/h permitidos, e que não bateu na Doblò. “Eles disseram que bateram em uma carreta e que apenas viram um carro derrapando, mas se tivessem batido a 120km/h em um caminhão, certamente o carro ficaria destruído, o que não aconteceu”, avalia o delegado Douglas Camarano.

“Os peritos encontraram uma tinta cinza, que é a cor da Doblò, na parte da frente do Golf, o que pode indicar a colisão. A placa dianteira do veículo de São Paulo também foi achada no local do acidente, mais uma pista de que houve uma colisão no local”, acrescenta o delegado.

Ele informou ainda que, além do homicídio culposo, quando se assume o risco de matar, existe a agravante de omissão de socorro, e Marcos Vinícius ainda seria autuado por fugir do local do acidente. O dono do carro prestou depoimento e foi liberado. Nenhum dos dois tem passagens pela polícia.

Os dois argentinos que sobreviveram ao acidente foram socorridos no Hospital Regional de Betim com escoriações e em estado de choque. Depois da alta, ainda abalados, comentaram a tragédia:  “No momento do impacto, perdemos o controle e começamos a capotar, dando voltas e mais voltas. Algumas pessoas nos ajudaram a retirar o Fernando”. Já Fernando Javier Bruno, de 44, destacou: “Ela nos perguntou se podíamos trazê-la e lamentavelmente aconteceu o que aconteceu”.

Com informações da TV Alterosa

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