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Brasília » Acidentes com morte crescem 6,2% nos primeiros meses deste ano Balanço do Detran aponta aumento na quantidade de colisões fatais e de vítimas nos primeiros quatro meses do ano

Correio Braziliense

Publicação: 01/07/2014 09:27 Atualização:

Após fechar 2013 com o menor número de acidentes fatais e de mortes no trânsito do Distrito Federal, as estatísticas voltaram a subir. No primeiro quadrimestre do ano, a quantidade de vítimas está 11,4% maior do que no mesmo período do ano passado. E os acidentes com morte registraram alta de 6,2%. Os pedestres estão entre as vítimas mais recorrentes, com 44 casos. Na manhã de ontem, houve mais uma morte por atropelamento. Alexander Rodrigues Magalhães, 3 anos, morreu no Hospital de Base do DF. Ele estava internado desde domingo após ter sido atropelado por um vizinho. A segunda-feira terminou com pelo menos duas capotagens e três feridos.

Alexander morava em Samambaia. De acordo com a polícia, ele brincava na garagem quando foi atingido pelo carro conduzido por um homem de 41 anos (ele teve o nome preservado). O condutor guiava em baixa velocidade e, após a colisão, socorreu o menino até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia. De lá, a criança foi levada em estado grave ao Hospital de Base, mas não resistiu.

Ontem, foram registradas pelo menos duas capotagens. Por volta das 11h30, um caminhão trafegava pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG), no sentido Guará/Taguatinga, quando um Fiat Strada Adventure surgiu desgovernado e colidiu na parte dianteira do veículos maior, depois, no meio-fio, capotou e se chocou com um poste. Duas pessoas tiveram escoriações.

A outra capotagem foi na alça de acesso à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), próximo ao Shopping Popular. Segundo a Polícia, o motorista de um Gol foi fechado por outro, invadiu o canteiro central da via e parou com as quatro rodas para cima. Uma pessoa se feriu. O responsável pelo acidente fugiu sem prestar socorro.

Campanha
O Departamento de Trânsito (Detran) ainda não terminou a investigação para detectar as razões de o número de fatalidades ter aumentado. Mas o diretor-geral da autarquia, Rômulo Félix, citou a grande quantidade de acidentes com mais de um morto ocorridos no ano. “Teve o de São Sebastião, com quatro mortes de uma só vez, e outros, em rodovias, também com quatro ou mais vítimas”, afirmou. Ele destacou ainda que, apesar de 2013 ter sido o ano com o menor registro acidentes e mortos da história, o último trimestre do ano passado apresentava uma tendência de alta, e essa curva se manteve em ascensão nos primeiros meses de 2014.

O acidente de São Sebastião lembrado por Rômulo aconteceu em março e envolveu um caminhão, um ônibus, uma van e dois carros. Quatro morreram na avenida principal da cidade. Nelson de Souza Moura, 40 anos, e Ronan Silva de Araújo, 36, eram pedestres. Também não resistiram Nivaldo Crethon dos Santos, 55, e José Acioli Sobrinho, 57. Mais quatro ficaram feridos.

Ronan Silva era o caçula de três irmãos e deixou duas filhas, uma de 18 anos e outra de 6. Estava separado da mulher e morava na casa dos pais, em São Sebastião. Até hoje a família não sabe o que fez com que o motorista do caminhão perdesse o controle e descesse a rua arrastando tudo pela frente. “Não soubemos de nada. A polícia, pelo menos, não disse. Não entraremos na Justiça para pedir indenização. Levantamos os gastos e estamos negociando (com a empresa responsável pelo caminhão). Queremos colocar logo uma pedra sobre essa história. Não temos interesse em ficar discutindo esse assunto por dois, três anos”, disse o frentista Rubiano da Silva Araújo, 37 anos, irmão de Ronan.

Questionado sobre quais providências o Detran adotou para conter as mortes nas vias, Rômulo Félix citou três: o início das campanhas educativas de massa — suspensas por quase cinco anos porque o órgão estava sem contrato com empresas de publicidade; o aumento da fiscalização das vias com a contratação de agentes em março; e a iniciativa Faixa cidadã. “Tivemos as campanhas do carnaval, da ciclovia e do respeito à faixa. Além disso, intensificamos a fiscalização, especialmente para coibir a alcoolemia. Com essas medidas, notamos uma redução dos casos ocorridos entre abril e maio”, disse.

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