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Goiás » Movimento desocupa agências bancárias após reunião de negociação

Agência Brasil

Publicação: 26/06/2014 22:11 Atualização:

O Movimento Camponês Popular (MCP), que ocupou hoje (26) 18 agências bancárias em cidades de Goiás, Piauí e Bahia, finalizou o protesto no início da tarde, após reunião com representantes da Caixa Econômica Federal. No encontro, o movimento discutiu duas reivindicações apresentadas: a inclusão de projetos da entidade na meta de contratação do Programa Minha Casa, Minha Vida 2 (PMCMV 2) e a liberação de recursos para a continuidade da construção e reformas de casa na zona rural.

De acordo com a integrante da coordenação nacional do MCP, Jéssica Brito, houve sinalização positiva da Caixa quanto ao atendimento das demandas, por isso as agências foram desocupadas. Ela explica que a inclusão sugerida no programa habitacional do governo poderá possibilitar o início, ainda este ano, da construção, reforma e ampliação de mil moradias nos três estados.

Criado no âmbito do PMCMV, o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) financia a aquisição de material para a construção e reforma de unidades habitacionais em área rural. Também oferece subsídios para trabalhadores com renda bruta anual até R$ 15 mil e que estejam estabelecidos de forma coletiva, por uma entidade organizadora, seja sindicato, cooperativa, associação ou outra forma de organização.

“Desde o início do ano, o programa vem sofrendo ajustes do governo federal com a restrição de recursos. A demanda é muito alta e o aporte é pequeno, e isso acaba fazendo com que um ou outro seja prejudicado”, segundo Jéssica. Ela relatou que algumas famílias deixaram de receber recursos, desde janeiro, e outras não conseguiram mais se cadastrar no programa, nos últimos meses.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Caixa informou que o órgão não vai se manifestar sobre as reivindicações, pois o programa é gerido pelo Ministério das Cidades. Já o ministério afirmou, em nota, que a meta de 120 mil unidades habitacionais para trabalhadores rurais e o setor da agricultura familiar, estabelecida pela portaria que regulamenta o PNHR, já foi concluída. “A eventual ampliação desta meta está sendo discutida no governo federal”, acrescenta.

A nota também destaca que o governo e o ministério mantêm “constante diálogo com a sociedade representada”, e o Ministério das Cidades tem “um grupo de trabalho para tratar sobre o tema, formado com os movimentos de luta por moradia e com os agricultores”.

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